Início » Dossier, Educação, Reportagem » Alunos dos Olivais dão levam ao palco a vida de D. Dinis e Dona Isabel

Em mais uma grande produção que envolveu toda a comunidade escolar, a EB 2,3 dos Olivais levou ao palco um fantástico espectáculo que foi aplaudido de pé por mais de 800 pessoas.

Há dois anos foi “Nos Castelos de D. Afonso Henriques” e o EXPRESSO do Oriente esteve lá. Este ano foi a história do Rei D. Dinis e da Rainha Santa Isabel, com vários episódios que ganharam vida no palco do auditório da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa.

E foi um gosto voltar a ver a dedicação e o entusiasmo de tantas centenas de pessoas, entre alunos, professores, assistentes operacionais e encarregados de educação! Mas não foram só as personagens que brilharam: além das dezenas de pajens, das dezenas de donzelas, do rei, da rainha, do cronista, ou dos mendigos, também havia alunos envolvidos na logística ou a tocar instrumentos ao vivo.

Recordámos o Tratado de Alcanizes e o primeiro tratado de comércio com Inglaterra, a Ordem de Cristo e os Estudos Gerais de Lisboa, a instituição do português como língua oficial do reino e a queda do latim em desuso. Ouvimos louvar as virtudes a Dona Isabel, “a rosa mais formosa que desceu dos céus” e que foi obreira do milagre das rosas perante a incredulidade do seu esposo. Vimos arder o pinhal de Leiria e lembrámos as cantigas de amigo que davam corpo à veia poética de el-Rei D. Dinis. Tudo muito bem ensaiado e coreografado!

Apresentação perante 850 pessoas

Conforme nos explica o professor Carlos Barros, que com a professora Teresa Nunes dividiu a responsabilidade maior pela iniciativa, o projecto começou logo no início do ano lectivo, com o desafio que foi aceite pela direcção. Estava dado o mote para se começar os ensaios e para montar toda a logística que viria a culminar no espectáculo a que assistimos.

Para que tal fosse possível, “Todos os intervenientes colaboraram muito. Foi preciso dedicar muitas horas não remuneradas a esta causa. A direcção, os professores, os assistentes operacionais foram incansáveis no apoio e só podemos agradecer a todos pelo empenho, sem esquecer os pais e os alunos”.

O professor Carlos conta ainda: “Queríamos uma sala maior que o Fórum Lisboa, que tinha capacidade para 630 pessoas e que usámos há dois anos. A lotação deste auditório era de 650 pessoas, mas permitia a colocação de mais 200 cadeiras, portanto tivemos cerca 850 pessoas, o que é fantástico”.

Quanto à história escolhida, o professor explica: “Pareceu-nos que esta história tinha valores que gostávamos de explorar e representar, como a solidariedade e o respeito, por oposição aos “Castelos de D. Afonso Henriques”, uma história mais voltada para a conquista e a valentia”.

Maturidade e responsabilidade dos alunos

Por seu turno, a professora Teresa Nunes manifesta-se particularmente satisfeita pela possibilidade de perceber nos alunos “uma maturidade imensa que muitas vezes nas aulas não vemos e uma responsabilidade que ultrapassa as nossas expectativas”. Sobre a experiência, resume a professora: “É muito bom, é a sensação de missão cumprida, que nos enche por dentro a todos”.

Uma vez que a contactámos uns dias depois da apresentação, pedimos-lhe que nos revelasse como estavam a ser os dias seguintes: “Nas minhas aulas com cada turma, temos feito a recolha por escrito do que foi esta experiência, e não há um único comentário negativo! Todo o trabalho desenvolvido desde Setembro valeu imenso a pena! É verdade que tinham de estar muito tempo de pé, tinham de repetir as coisas muitas vezes, foi muito cansativo, mas todos acharam que foi um trabalho muito bom e muito bem organizado”.

E termina: “O facto de estes espectáculos envolverem os encarregados de educação, os assistentes operacionais e os professores cria um ambiente muito bom na escola e faz-nos sentir a todos como uma comunidade e um grupo de facto. Há poucas actividades que nos congreguem assim e originem estes sentimentos de pertença”.

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