Sociedade

Escuteiros da Bela Vista vão ganhar uma sede nova

O Agrupamento de Escuteiros n.º 1260 da Bela Vista vai ganhar uma nova sede: já foi assinalado oficialmente o início das obras de requalificação do espaço a que os seus elementos chamam casa.

Numa loja cedida pela Câmara Municipal de Lisboa, no Bairro da Flamenga, junto à Escola Luísa Neto Jorge (Marvila), trabalha-se para construir uma nova sede para os Escuteiros da Bela Vista.

A comunidade escutista reuniu-se para aquilo que nestas coisas de inaugurações se chama o lançamento da primeira pedra, com alguns convidados especiais. Desde logo os representantes do CNE – Corpo Nacional de Escutas, os frades franciscanos que servem a comunidade paroquial marvilense (Frei Fabrizio, Gianpietro e Tibério) e os autarcas José António Videira, presidente da Junta de Freguesia de Marvila, e João Santos, vogal.

Na ocasião, o presidente da Junta de Freguesia dirigiu palavras encorajadoras aos Escutas, desejando que a nova sede seja “uma casa onde possam servir a comunidade, como Baden Powell vos dizia, para deixar o mundo um pouco melhor do que o receberam”, fazendo uso do seu carácter, capacidade e valores. Fazendo eco da saudação franciscana, José António Videira desejou: “Que esta casa seja uma casa onde as pessoas venham em paz e fazer o bem”.

“Um novo renascer”

 


Conversámos com o chefe de Agrupamento da Bela Vista, Renato dos Reis, que nos falou um pouco desta família que, incluindo os dirigentes, ascende a 80 pessoas. “Temos uma sede que é muito pequenina. Somos muito novinhos, o Escutismo tem mais de 100 anos mas nós só temos 15 anos de existência, no Bairro da Flamenga, onde ocupamos uma loja que é manifestamente pequena para as nossas necessidades”.

O chefe Renato revela que o Agrupamento vai fazer “algumas angariações de fundos” para custear as obras necessárias e conta com a ajuda e o empenho de todos os escuteiros, dos mais novos aos mais velhos, para arregaçar as mangas e deitar mãos ao trabalho, contribuindo cada um à sua maneira.

Aos 44 anos, Renato Reis tornou-se escuteiro há muito tempo: no longínquo ano de 1989, quando “ainda era miúdo”. Afastou-se e regressou em 2001, já adulto, quando “surgiu a hipótese de criarmos um agrupamento”. Sobre este importante momento, resume: “É uma casa nova, um novo renascer. É como se fosse um novo começo, uma nova Páscoa para o Agrupamento”.

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