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População exige reabertura da Esquadra da PSP de Carnide

A população de Carnide concentrou-se às portas da Esquadra n.º 42 da PSP para exigir a sua reabertura e passar uma mensagem de união em torno desse objectivo.

Convocada pela Junta de Freguesia de Carnide, a concentração reuniu mais de duas centenas de pessoas a partir das 18h30, a grande maioria simbolicamente equipada com coletes reflectores e capacetes. Também não faltaram pás… o objectivo: mostrar ao Governo que a população está pronta para fazer as obras necessárias para que a esquadra volte a funcionar.

Aos jornalistas, o presidente da autarquia local, Fábio Sousa, lembrou a petição com mais de 4000 assinaturas que deu entrada na Assembleia da República, colocando o tema na agenda e no debate parlamentar e reiterou a posição do executivo da junta: “Não defendemos a agregação das esquadras, mas o trabalho e o policiamento de proximidade. Achamos que a solução dos problemas deve ser sempre encontrada envolvendo as entidades locais: a junta de freguesia, a população, as associações de moradores, as empresas, etc. Estamos aqui para mostrar que não desistimos até vermos a esquadra reaberta”.

O presidente da Junta de Freguesia de Carnide, Fábio Sousa

O autarca recordou ainda que foi aprovada por unanimidade em reunião de Câmara uma moção apresentada pelo PCP que previa a abertura imediata da Esquadra de Carnide, envolvendo portanto todas as forças políticas. Prova dessa transversalidade partidária, foi a presença dos vários partidos na concentração. Os representantes usaram da palavra no palanque improvisado: uma carrinha de caixa aberta estacionada no passeio, em frente à esquadra, com equipamento de som. Falaram os eleitos locais do Bloco de Esquerda, CDS-PP e PS, a deputada do PSD Sandra Pereira e o vereador do PCP João Ferreira, além do representante da Associação de Moradores do Bairro Novo de Carnide e Quinta do Bom Nome, Carlos André.

A esquadra foi encerrada a 16 de Outubro de 2019, na sequência de um relatório da delegada de saúde onde era apontada a falta de condições de higiene e de saneamento. Era, na altura, o local de trabalho de 70 agentes da PSP.

“Devia ser o Ministério da Administração Interna, mas até estamos na disposição de sermos nós a fazer as obras. É a segurança das pessoas que está em causa”, rematou Fábio Sousa.

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