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Novo Plano de Turismo de Lisboa

O documento chama-se Plano Estratégico de Turismo de Lisboa 2020-2024 e traz novidades na abordagem estratégica para potenciar o turismo na capital e na região, nomeadamente a delimitação de 12 pólos geográficos.

O documento foi apresentado pela Entidade Regional de Turismo da região de Lisboa (ERT-RL) e pela Associação de Turismo de Lisboa (ATL) no Palácio Nacional da Ajuda esta segunda-feira, dia 10 de Fevereiro e pretende definir a estratégia a quatro anos para potenciar uma realidade que dá sinais de abrandar no seu crescimento: o turismo.

Com o enfoque na sustentabilidade, o plano quer conciliar o desenvolvimento do turismo com as necessidades dos habitantes e diminuir as assimetrias na região, aproveitando “as valências de todos os territórios da Área Metropolitana de Lisboa” para criar uma verdadeira região turística. Para tal, o rio Tejo assume uma nova centralidade.

Os 18 municípios da AML estão divididos em 18 pólos de atracção turística: consolidados, em desenvolvimento e a potenciar. Na categoria de consolidados, figuram Lisboa-Centro, Belém-Ajuda, Sintra, Cascais e Ericeira; pólos em crescimento são os do Tejo, Lisboa Oriente, Mafra e Arrábida; a potenciar são o Arco Ribeirinho Sul, a Reserva Natural do Estuário do Tejo e a Costa da Caparica. São destinos possuidores de ofertas para todos os gostos e para todo o tipo de turistas.

Quanto à cidade, o pólo Lisboa-Centro (consolidado) tem áreas que importa promover, como a Praça de Espanha, Alcântara e o Intendente. Já no pólo Belém-Ajuda, que deve focar-se na promoção de conteúdos culturais, o próprio Palácio Nacional da Ajuda, onde o plano foi apresentado, encontra-se em obras e vai albergar o Museu do Tesouro Real. No pólo Lisboa-Oriente, Marvila e Beato devem assumir-se como “zonas jovens e trendy em harmonia com a raiz tradicional local, com o Parque das Nações a desenvolver as suas infra-estruturas e o eixo a estender-se a Loures, com a sua galeria de arte urbana e as Jornadas Mundiais da Juventude, em 2022, como evento estruturante.

Fora da cidade, o desenvolvimento do pólo Sintra passará pelo turismo de maior valor e pela aposta na maior duração da estada e da pernoita, com a divulgação das riquezas arqueológicas; o pólo Cascais potenciará a sua capacidade de oferta hoteleira e de restauração no segmento premium, com a realização de grandes eventos mediáticos, a valorização do golf e o turismo ligado ao hub náutico de luxo; o pólo Ericeira deverá concretizar a sua vocação de “Reserva Mundial de Surf”; e o pólo Mafra deverá funcionar em torno do Palácio Nacional de Mafra, agora com os seus carrilhões restaurados e, futuramente, albergando o Museu Nacional da Música.

Já olhando para o lado de lá do Tejo, que na prática constitui um obstáculo à mobilidade, o trabalho a fazer começa no próprio rio. O novo Cais de Lisboa e a Rede de Cais do Tejo contribuirão para potenciar o rio como activo turístico, enquanto que no Arco Ribeirinho do Tejo o desenvolvimento surgirá em torno da futura Cidade da Água, projecto a nascer em Almada, focando o turismo fluvial.

O pólo Arrábida desenvolverá o turismo de natureza, tal como o pólo Reserva Natural do Estuário, e o pólo Costa da Caparica deverá requalificar infra-estruturas, nomeadamente na oferta de alojamento e acesso às praias.

2019 trouxe à região sete milhões de turistas e 15 mil milhões de euros de receita, ou seja, o turismo representa mais de 200 mil empregos, 15% do emprego e mais de 20% do PIB da região. Os novos alvos, enquanto turistas para visitar a região de Lisboa, também estão identificados: são preferencialmente os mercados do Médio Oriente e Ásia, como o Japão, a Coreia do Sul, a Turquia, os Emirados Árabes Unidos, o Qatar, Israel, Irão, Arábia Saudita e Rússia. Além destes, não serão descurados os que já estão mais consolidados: os europeus, Estados Unidos, Canadá e Brasil.

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