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Lisboetas escolheram: são estes os projectos do OP 2018/2019

Os cidadãos escolheram: 2,5 milhões de euros do orçamento municipal vão ser gastos em 19 projectos, distribuídos pelas quatro zonas em que a cidade foi dividida para o efeito.

Vamos saber quais são?

Comecemos pelos projectos estruturantes, que são os de maior envergadura, com um montante máximo permitido de 300 mil euros. Os lisboetas querem um parque infantil inclusivo/adaptado, um monumento ao cônsul Aristides de Sousa Mendes e um Largo das Belas Artes no Centro Histórico; uma estátua de homenagem ao Pupilo do Exército e um recreio de Inverno no Alto da Faia na Zona Norte; e ainda uma “galeria de artes no Parque das Nações, mais exactamente junto à foz do Trancão, na Zona Oriental.

O projecto mais votado foi mesmo o da estátua ao Pupilo do Exército, que angariou 5591 votos e até é o projecto mais barato deste lote dos estruturantes, orçado em 80 mil euros.

Já quanto aos projectos locais, que têm um tecto máximo de 100 mil euros, os projectos mais votados dizem respeito à área da Educação: a requalificação do campo de jogos dos Agrupamentos Escolares de Benfica, com 2672 votos, e a requalificação dos espaços de recreio da EB/JI das Gaivotas, na Freguesia da Misericórdia, com 2608 votos. O terceiro projecto local mais votado é a requalificação da Azinhaga das Teresinhas, na Freguesia de Alvalade, junto à Avenida Gago Coutinho. Mereceu 2412 votos.

Há depois propostas escolhidas em vários domínios: um espaço de incubação e inovação na Penha de França, um monumento aos movimentos feministas na cidade de Lisboa (Freguesia das Avenidas Novas), a criação de uma ludoteca para crianças e jovens no Bairro da Horta Nova (Carnide), uma “Caixa de Artes do Parque” eventualmente no Bairro das Laranjeiras, Parque das Nações, um espaço de recreio e lazer no Passeio de Neptuno, na mesma freguesia, a requalificação do parque infantil e pintura de mural na empena de um edifício da Avenida Mouzinho de Albuquerque (Marvila), a requalificação dos espaços verdes da Rua Adelino Nunes, também em Marvila, um curso de empreendedorismo e capacitação para portadores de deficiência (Arroios) e a ligação da Rua 12 do Bairro da Calçada dos Mestres ao corredor verde do Vale de Alcântara (Campolide).

A título de curiosidade, o projecto mais barato de concretizar é a criação de um parque canino no bairro das Pedralvas, nas traseiras da Rua Almirante Campos Rodrigues, que deverá custar 50 mil euros.

Feitas as contas, os lisboetas continuam a votar em projectos que prevejam a criação de estátuas no âmbito do Orçamento Participativo, a reunir-se em torno de projecto mobilizadores das comunidades escolares e a escolher propostas de espaços de recreio e lazer ou parques infantis e de jogos.

A Câmara Municipal de Lisboa contabilizou mais de 34 mil votos, um pouco abaixo da última edição, mas certamente com mais jovens a votar, até porque o Município baixou a idade mínima para participar (apresentar ideias e votar), fixando-a nos 16 anos.

Para a próxima edição, o presidente Fernando Medina já assegurou cinco milhões de euros como montante global e pediu ideias “verdes” aos lisboetas, visto que Lisboa será a Capital Verde Europeia 2020. Assim, as propostas terão de ter um marcado cariz ambiental e a execução dos projectos vai caber às juntas de freguesia, de modo a garantir a sua concretização de modo mais rápido.

 

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