Reportagem

Jardim Botânico Tropical reabre ao público

O público já pode visitar o Jardim Botânico Tropical de Lisboa, agora requalificado, depois de um ano de obras. Nós também fizemos uma visita!

Foi com um fim-de-semana inteiro de entrada livre que o equipamento de sete hectares, situado em Belém, reabriu, em pleno arranque do evento Lisboa Capital Verde Europeia 2020. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e o vereador José Sá Fernandes foram, de resto, dois dos convidados especiais para o acto inaugural de um espaço que é gerido pela Universidade de Lisboa e pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência.

Depois de um ano e alguns dias fechado para obras, o jardim, que é considerado Monumento Nacional, recebeu as famílias, os curiosos e os amantes dos jardins com várias actividades: concertos, visitas guiadas por especialistas (gratuitas) e um espaço de street food, além da presença de ilustradores, os “garden sketchers”, que iam fazendo uso do seu talento para transpor a realidade para as suas páginas de desenho.

As obras nesta primeira fase custaram 1,5 milhões de euros e foram financiadas pela Universidade de Lisboa.

O Jardim Botânico Tropical de Lisboa, concebido em 1906 para dar apoio ao ensino da agronomia tropical, sofreu uma intervenção que incidiu no património edificado e no enquadramento paisagístico, que correspondeu à primeira fase de requalificação. Foram renovados os elementos de água, infra-estruturas e percursos, área verde e estátuas. Também há novas áreas abertas ao público, como o Jardim das Ninfas e o dos Cactos, fechado ao público desde os anos 60. A segunda fase prevê a recuperação do Restaurante Colonial/Casa de Chá, da Estufa Principal, do Palácio dos Condes da Calheta e outros melhoramentos adicionais.

Visita guiada
Actuação da Escola de Artes Marciais Chinesas

O EXPRESSO do Oriente percorreu o jardim no primeiro dia da reabertura. Visitámos o Jardim Oriental, entrando pelo Arco de Macau, que recria o pórtico do Templo de A-Má, em Macau; subimos até ao jardim defronte do Palácio dos Condes da Calheta, cruzámos as estufas e o já referido jardim onde estão os cactos e as suculentas, cumprimentámos os bustos que fizeram parte da Exposição do Mundo Português de 1940, observámos o lago principal e maravilhámo-nos com a flora da Laurissilva e com a imponência da Alameda das Washingtonias.

Ilustrador em acção

O equipamento é dotado de cerca de 600 espécies pertencentes a mais de 100 famílias, maioritariamente de origem tropical e subtropical, incluindo espécies raras. Espera agora a sua visita!

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