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Mais um ano, a tradição mantém-se: Lisboa vai festejar os Santos Populares com pompa e circunstância, mas há 32 pessoas para quem a data vai ser ainda mais especial. São os Noivos de Santo António!

Além das Marchas Populares que no dia 12 de Junho vão descer a Avenida da Liberdade (já depois do primeiro desfile na Altice Arena…), o momento mais aguardado das Festas de Lisboa são os Casamentos de Santo António.

Este ano, 16 casais vão dar o nó sob a bênção do santo casamenteiro e padroeiro da devoção dos lisboetas, que a ele recorrem quando perdem alguma coisa que acarinham muito ou quando lhe rogam por um noivo meigo ou uma noiva jeitosa…

À semelhança dos anos anteriores, o EXPRESSO do Oriente volta a dar voz aos noivos, contando uma pequena parte da sua história.

Ora veja…

Filipa Grova e Alex Rocha

A Filipa e o Alex conheceram-se numa festa de aniversário de um amigo em comum, há já seis anos. Na altura, estes marvilenses estavam longe de imaginar que a sua vida seria passada na companhia um do outro daí para a frente…

“Sempre ouvi falar dos Casamentos de Santo António como uma coisa especial”, conta-nos a Filipa. O ano passado queriam candidatar-se, mas a papelada não entrou a tempo e surgiu o primeiro fruto do amor entre os noivos: o pequeno João, que é ainda um bebé de meses!

“Está a ser óptimo, saber que vamos ter esta oportunidade. Estamos os dois muito entusiasmados! Senti-me como uma princesa quando experimentei o vestido!”, remata a nossa primeira noiva.

Susana Gomes e Pedro Amorim

Mais um casal de Marvila, mas que se conhece há bastante mais tempo: a Susana e o Pedro já contam 16 anos de namoro!

Conheceram-se porque pertenciam ao mesmo grupo folclórico: o Rancho da Casa do Concelho dos Arcos de Valdevez. “Fomo-nos conhecendo cada vez melhor e houve uma altura em que comecei a ser mais assertivo mas ela não estava muito para aí virada, por causa dos estudos”, conta-nos o Pedro. Mas um dia a coisa aconteceu, e agora não há volta a dar, acrescentamos nós!

“Sentimo-nos muito felizes, agradecemos muito o apoio da organização e dos patrocinadores. Apesar de toda a ansiedade e nervosismo até é um processo calmo, muito profissional”, resume. Pedro descreve ainda o grupo de casais como “um grupo óptimo, com vários casais de Marvila o que nos deixa ainda mais à-vontade”.

Ana Martins e Bruno Martins

Logo ali ao lado, nos Olivais, temos a Ana e o Bruno. A sua história proporcionou-se porque o Bruno trabalhava com o pai da futura noiva: “Começámos a conversar, ele estava em Itália e quando eu fiz anos ofereceu-me uma viagem a Veneza, onde começámos a namorar”, conta-nos a Ana.

Este casal teve de insistir na candidatura: a primeira, feita há três anos, não resultou. “Este ano fiz novamente a inscrição e foi uma surpresa que fiz ao Bruno. Ficámos muito contentes por termos sido seleccionados!”. E assim, sete anos depois, está prestes a chegar o grande dia!

Marina Fonte Boa e Renã Santiago

Das freguesias da Estrela e de Santo António chega-nos um casal de brasileiros que elegeram Lisboa como a sua cidade: Marina e Renã.

Ele de Vila Velha (Espírito Santo), ela de Divinópolis (Minas Gerais), conheceram-se no Carnaval de 2014… mas não foi no Brasil, foi no nosso Rossio! Renã lembra-se que não estavam mascarados e que foram apresentados por amigos em comum. E pronto, começaram a namorar logo um mês depois.

Com 11 anos em Portugal, Renã revela o carinho que tem por Lisboa: “Além da segurança que a cidade proporciona, os transportes, a saúde, somos muito felizes em Portugal e em Lisboa”. Marina acrescenta: “Sinto-me lisonjeada por termos recebido este presente da cidade que nós escolhemos, uma alegria inexplicável!”.

Bozena Teresa e Ricardo Flores

Por falar em outras origens, no casal Bozena e Ricardo temos mais uma novidade: Bozena nasceu na Polónia!

Estes defensores da sustentabilidade e fãs da permacultura, residentes na Estrela, conheceram-se num festival de música tradicional, numa noite de lua cheia, há cerca de dois anos.

Depois de terem decidido casar-se, surgiu esta ideia de juntar as famílias dos dois países num evento cultural cheio de sentido, onde as preocupações ecológicas estão presentes em todo o planeamento. Ao nosso Jornal, Ricardo confessa: “São muitas emoções e são poucas as palavras para as descrever! Está tudo a acontecer muito depressa…”. Já falta pouco, amigos!

Rita Fonseca e Samuel Almeida

De Campolide, chegam a Rita e o Samuel. Nenhum deles é de Lisboa, mas foi esta a cidade que escolheram para fazer a sua vida.

“Conhecemo-nos na universidade, no Politécnico de Bragança”, explica-nos o Samuel. Sendo ela de Amarante e ele de Aveiro, vieram para a capital por motivos profissionais, embora em alturas diferentes. Já namoram há 10 anos!

“Esta candidatura foi mais ideia do Samuel, nós queríamos casar mas ainda não tínhamos tido essa possibilidade”, relata-nos a Rita. “Não somos de cá e achámos que não íamos ser escolhidos, por isso ficámos super contentes”, remata a amarantina, que confessa estar já um bocadinho ansiosa.

Sandra Vieira e Rafael Gonçalves

De Campolide para Alcântara, onde vivem a Sandra e o Rafael. A Sandra é mesmo a noiva mais nova da edição de 2018, com 21 aninhos.

Estes noivos conhecem-se há quatro anos, o mesmo tempo que levam de namoro. Tudo começou no Centro Comercial Vasco da Gama, numa festa em que o Rafael estava encarregue de animar o pessoal através da música. A Sandra já o conhecia de vista, pediu a uma amiga que encontrasse forma de ter o número dele, e assim se proporcionou o primeiro encontro a dois.

O primeiro beijo foi à chuva, numa paragem de autocarro. De lá para cá, só amor!

“Está a ser uma coisa maravilhosa”, contam-nos. Apesar de tudo, o Rafael admite: “Estou mais nervoso que ela, mas acho que é natural”.

Marisa de Sá e Miguel Ventura

Voltamos a Marvila para conhecer a Marisa e o Miguel. Eram grandes amigos de adolescência, faziam longos passeios na Mata de D. Dinis e assim permaneceram até cada um seguir o seu caminho, perdendo o contacto.

Mas a vida trocou-lhes as voltas e após 14 ou 15 anos voltaram a encontrar-se casualmente no shopping dos Olivais. Recorda a Marisa: “Ele estava muito diferente, quase não o reconheci. Coincidência ou não, procurou-me no Facebook e foi assim que começámos a falar e a marcar as nossas saídas”.

Em Janeiro o Miguel decidiu pedi-la em casamento, numa surpresa preparada ao pormenor. Quanto à surpresa da chamada da confirmação, resume a noiva: “Ele não estava muito crente, mas eu tinha um certo feeling. Quando me ligaram eu disse logo que já sabia que me iam dar uma boa notícia!”.

Diana Machado e Bruno Freitas

Outro casal marvilense, a Diana e o Bruno conheceram-se no café, através de um amigo em comum. O pedido de namoro foi feito na praia, com direito a uma flor; já o pedido de casamento foi feito ao jantar, num ambiente romântico.

Este casal, que leva já seis anos de namoro, está marcado pela tradição: a família da Diana tem uma linhagem de marchantes que já passaram pela Mouraria, Olivais, Alto do Pina e, claro, Marvila!

“Estou muito ansiosa, mas tem sido tudo fantástico! As pessoas que estão a realizar o nosso sonho são espectaculares, estou a gostar muito da experiência, dos ensaios, dos vestidos, de tudo!”, completa a Diana.

Sara Santos e Paulo Lousada

A Sara e o Paulo, de Carnide, contam dois anos de namoro, apesar de se conhecerem desde o tempo da adolescência: a Sara foi colega de escola de uma irmã do noivo.

“Nós até falávamos, mas nada mais que superficial”, explica a Sara. “Há uns três anos, começámos a falar mais um com o outro, a conhecer-nos melhor e foi aí que surgiu algo mais, que nos fez começar a namorar”.

“Sempre vi os Casamentos de Santo António e sou fã, sempre achei que seria especial para qualquer noiva”, acrescenta.

A menos de um mês do grande dia, os nervos começam a instalar-se. O momento mais marcante foi a prova do vestido: “Foi uma sensação única! Comovi-me, olhei para o espelho e pensei «Uau, este momento vai-se mesmo realizar!».

Inês Ribeiro e Vasco Carvalho

Também de Carnide chega-nos um namoro que começou em 2013: a Inês e o Vasco conheceram-se na faculdade.

Foi mais ou menos por acaso que se sentaram na mesma mesa, porque tinham amigos em comum, e só falaram uma vez um com o outro quando foram apresentados. Mal sabiam que estava ali o amor da sua vida!

“A ideia de nos candidatarmos foi minha, porque sempre gostei dos Santos Populares e desta tradição bonita. Então, também se tornou um sonho dele”, explica-nos a Inês. “Estamos a gostar muito da experiência, de todo o processo. É diferente, é muito especial!”.

Telma Filhó e João Ferromau

A Telma, que vem do Beato, trabalhava numa pastelaria que o João, dos Olivais, começou a frequentar. “Comecei a dizer que ele ia lá pelas minhas bolas de Berlim e às tantas quando ele chegava eu já tinha o pequeno-almoço ou o lanche pronto para ele. Um dia entrou com um ramo de rosas, foi uma situação muito engraçada”.

Amadurecida a relação, continuaram as surpresas: “No Natal do ano passado, estávamos à mesa, ele pôs uma música engraçada, deu-me uma caixinha e pediu-me em casamento em directo para o Facebook!”.

“É um sonho a tornar-se realidade. É muito bom sentirmos o carinho e o apoio que todas estas pessoas transmitem. O ritmo é frenético, é tudo ao pormenor e é uma sensação maravilhosa. Sinto-me uma princesa!”. Mais palavras para quê?

Carla Ferreira e Wilson Melim

A Carla e o Wilson conheceram-se na estação do Braço de Prata, numa altura em que o Wilson se tinha acabado de mudar para Marvila, vindo de Alfama.

“Como não andava muito de comboio, estava meio perdido, não sabia qual era a linha e perguntei à Carla. E foi aí que tudo começou! Vimos que tínhamos muita coisa em comum e começámos a namorar há um ano e meio”, conta-nos o noivo.

A ideia de se candidatarem aos Casamentos de Santo António surgiu numas férias no Gerês, porque se identificam com toda esta tradição tão bonita.

“É um mundo completamente novo. É o que nós queremos, é gratificante, estamos a conhecer pessoas fantásticas, exigentes no seu trabalho… aliás, os patrocinadores são excelentes! Estamos muito felizes!”, resume o Wilson.

Nádia Carapito e Pedro Alves

No noivado dos marvilenses Nádia e Pedro, o pedido de casamento foi feito bem longe. Foi na Holanda, numa viagem que fizeram para celebrar os quatro anos de namoro.

“Foi uma surpresa completa. O Pedro não tinha ainda o anel, mas foi muito bonito. Recebi depois o anel de noivado no dia 14 de Fevereiro, Dia dos Namorados, e assim pudemos inscrever-nos logo em Janeiro nos Casamentos de Santo António!”, conta a Nádia, que ainda se lembra que estava no Metro de Telheiras quando recebeu a chamada a confirmar a selecção.

“O Pedro é uma pessoa muito calma, transmite-me toda a tranquilidade que eu preciso. Fui criada no bairro social, as marchas são uma parte muito forte da vida do bairro, sempre fui à Avenida e apreciei a tradição das Festas”. Já quanto à experiência, a noiva confessa: “Sem dúvida que o que me marcou mais foi o vestido! Vi aquele e… era mesmo aquele! Era «o» vestido!”.

Alexandra Tibúrcio e Edgar Ferreira

Na história da Alexandra e do Edgar, de Benfica, a característica especial é uma diferença de idades que tornou tudo mais difícil, mas que deu sentido ao seu amor.

“Sou 10 anos mais velha que o Edgar. Lutámos bastante para chegar até aqui, com algumas pessoas próximas a pôr em causa a nossa relação. Por vezes pensamos que isto é uma questão da geração, mas não”, conta-nos Alexandra, que gostava que a sua história fosse inspiração para outros casais que se vejam perante as mesmas dificuldades.

Por sua vez, o Edgar explica: “Tínhamos muito em comum pelo que não tinha funcionado nas nossas relações. Hoje somos pessoas muito mais maduras. Ela é uma mulher de verdade. Sinto-me muito feliz! É importante mostrar ao mundo a nossa história. Os tabus da nossa sociedade têm de ser derrubados! Temos de procurar a nossa felicidade”.

Desejamos muitas felicidades a este barcelense e a esta lisboeta de gema!

Magda Esteves e Tiago Rebelo

O último casal que lhe apresentamos vem da freguesia de Santa Clara. A Magda e o Tiago já namoravam há quatro anos quando surgiu o pedido de casamento, num almoço romântico.

Apesar de o projecto ter sofrido um adiamento, nunca saiu de cima da mesa e agora estão a escassas semanas de realizar o seu sonho a dois!

“Gostamos bastante das Festas e dos Santos Populares, vamos ver as Marchas todos os anos”, conta-nos a Magda, que confessa estar a viver estes dias com muita ansiedade: “Estamos os dois super ansiosos, está a ser uma aventura. O que nos dizemos é que vai ficar para a História, para contarmos aos nossos filhos e aos nossos netos. Estamos a adorar! É bom criar laços com os outros casais, está a ser muito divertido!”.

 

Aos 16 casais, o EXPRESSO do Oriente deseja uma vida longa e feliz, cheia de surpresas e de aventuras! Sejam felizes!

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