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Lisboa recebe diploma de Capital Ibero-Americana de Cultura

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, recebeu o diploma de Capital Ibero-americana da Cultura a Lisboa este sábado, dia 4 de Março.

A cerimónia de entrega do diploma decorreu na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, sendo o mesmo entregue pela UCCI – União das Cidades Capitais Ibero-americanas.

Além do edil, Fernando Medina, marcaram presença na cerimónia o presidente da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, António Gomes de Pinho, as vereadoras da Câmara Municipal de Lisboa, Catarina Vaz Pinto e Paula Marques, e o director-geral da UCCI, Anto nio Zurita Contreras. Coube a este responsável a entrega do diploma de Capital Ibero-americana da Cultura ao presidente da Câmara.

Medina salientou que a iniciativa pretende “afirmar Lisboa como uma cidade não acantonada numa única dimensão cultural”, mas sim uma cidade que abre as suas portas e se encarrega de construir corredores para o mundo. O autarca não deixou de recordar os desenvolvimentos políticos na América e na Europa, que classificou de “preocupantes”, e de reafirmar a “dimensão cosmopolita, num ato de resistência pela cultura, pela diversidade e pela tolerância” da cidade de Lisboa, uma cidade que integra um modelo de “sociedade aberta”.

Integradas no mesmo programa cultural, ocorreram duas inaugurações de exposições temporárias no Museu da Fundação: uma exposição de fotografia de Armindo Cardoso, outra de pintura e desenho de Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva.

Ainda durante a sessão, um representante dos CTT procedeu à emissão filatélica dos selos evocativos de Lisboa Capital Ibero-americana da Cultura 2017.

Sobre as exposições em destaque na Fundação, resume a Câmara Municipal de Lisboa:

“A exposição “Heróis, Povo e Paisagem Chilena”, do fotógrafo Armindo Cardoso, é uma mostra de trabalhos deste então exilado político em França e que rumara ao Chile, em 1969. Entre esse ano e 1973, ano do golpe que instaurou a sangrenta ditadura de Augusto Pinochet, Armindo Cardoso trabalhou como foto-jornalista, fotografando gentes e paisagens do Chile, incluindo imagens da entusiástica participação popular na política durante o governo da Frente Popular, de Salvador Allende. Nos dias seguintes ao golpe, o fotógrafo enterrou os milhares de negativos no jardim da casa, de onde foram posteriormente resgatados pelo adido cultural de França no Chile. Patente até 7 de Maio”.

“A exposição “Arpad Szenes e Vieira da Silva – os anos do exílio no Brasil (1940-1947)” consiste numa mostra de pintura e desenho do casal de artistas durante o seu refúgio brasileiro perante os horrores da ascensão do fascismo e das atrocidades da II Guerra Mundial. Nestas obras estão patentes as angústias e inquietações que marcaram essa época, bem como aspectos da sua vida íntima ou do seu trabalho como ilustradores de livros de poetas amigos, como Cecília Meireles, Graciliano Ramos ou Murillo Mendes. Patente até 2 de Julho”.

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