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Fornecedora das “Gira” multada em 4,6 milhões

A Câmara de Lisboa vai multar a empresa Órbita, fornecedora das bicicletas “Gira”, em 4,6 milhões de euros.

Em causa estão “sucessivos incumprimentos contratuais” alegados pela EMEL, a empresa de mobilidade da alçada da Câmara de Lisboa que gere a rede de bicicletas eléctricas “Gira”.

Foi ainda em Novembro de 2016 que a Órbita e a CML celebraram um contrato que previa a aquisição, implementação e operação do sistema de Bicicletas Públicas Partilhadas de Lisboa, ou rede “Gira”, por um montante total de 23 milhões de euros.

Segundo a Câmara, as falhas da Órbita em cumprir o contratado começaram logo após a fase piloto da implementação do projecto, ou seja, nos primeiros meses de 2017, e foram-se sucedendo até este ano, “tendo nos últimos oito meses a empresa revelado total incapacidade para prestar o serviço contratualizado.”

A empresa de fabrico das bicicletas eléctricas sediada em Águeda forneceu menos bicicletas e menos estações do que as contratadas (500 bicicletas em vez de 900 e 92 estações em vez de 140). Adicionalmente, a falta de bicicletas e componentes leva a que só estejam efectivamente em operação 74 estações, que servem cerca de 200 bicicletas.

A rescisão do contrato vai permitir avançar para a recuperação de 4,6 milhões de euros junto da fornecedora, correspondentes a 20% do valor do contrato.

Será lançado por parte da EMEL um novo concurso para a expansão, operação e manutenção da rede “Gira”, que prevê, nos próximos oito anos, mais 3500 bicicletas e até 350 estações.

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