Sociedade

Fados nas Escadinhas

resized_Fados nas Escadinhas (8) resized_Fados nas Escadinhas (16) resized_Fados nas Escadinhas (20) resized_Fados nas Escadinhas (23) resized_Fados nas Escadinhas (29)Foi numa agradável noite de Verão, no primeiro dia de Julho, que o fado ecoou pelas ruas da Freguesia de São Vicente.

O palco estava montado nas Escadinhas do Bairro América, com os degraus a fazer de cadeira para as dezenas de pessoas que se juntaram no local. Nas janelas dos edifícios de ambos os lados, do rés-do-chão aos andares superiores, os vizinhos instalavam-se de copo na mão e máquina fotográfica na outra.

O espectáculo não começou sem que antes a presidente da Junta de Freguesia local, Natalina de Moura, prestasse homenagem ao recentemente falecido Vicente da Câmara: “Dom Vicente faleceu em finais de Maio, tornando a Primavera mais triste. Foi um grande fadista que encantou gerações e gerações de portugueses. Aqui lhe presto sentida homenagem, em meu nome pessoal, da Junta de Freguesia e, atrevo-me a dizer, das gentes de São Vicente”. Mais tarde, ouvir-se-ia a voz do saudoso artista, entoando a Moda das Tranças Pretas.

O público não se alheou nem por um minuto, juntando a sua voz à dos fadistas em palco, por exemplo quando Bruno Igrejas cantou “Nem às paredes confesso”, ou quando Tiago Simões cantou “Pode ser saudade”.

Com Alfredo da Sé e Manuel Ferreira nas guitarras portuguesas e Tiago Tomé e Edgar Alfredo nas violas de fado, os outros protagonistas da noite foram, além dos citados, Adriano Pina, Alice Costa Franco, Américo Grova, Ana Marisa, Carlos Rodrigues, Henriquinha Maria, João Soeiro, Judite Maria, Mafalda Ferreira e Olga Sousa. A coordenação e apresentação ficou a cargo de Fernando de Oliveira.

Uma das maiores ovações da noite foi para Henriquinha Maria, uma holandesa que canta o fado como se tivesse nascido num qualquer beco de Lisboa. Na verdade, chegou à capital do nosso país há apenas três anos, tendo-se apaixonado pela canção portuguesa. Dizem-nos que canta quase todos os dias em Alfama. Mais uma prova de como o nosso fado galga fronteiras…

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