Cultura

Fábio Faria vence Prémio Mário Soares-Fundação EDP

A Fundação Mário Soares e Maria Barroso entregou o Prémio Mário Soares – Fundação EDP a Fábio Faria pelo seu trabalho “ Refugiados espanhóis em Portugal: entre a repressão policial e a solidariedade popular (1936-1945)” (ISCTE-IUL). A distinção decorreu numa cerimónia no Auditório da Fundação, no dia 7 de Dezembro, data em que o antigo Presidente da República celebraria o 97.º aniversário.

Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, esteve presente e evocou Mário Soares afirmando que é “mais do que tudo, um símbolo português“,

Isabel Soares, presidente do Conselho de Administração da Fundação, destacou a importância deste prémio como “instrumento para a preservação e a divulgação da memória histórica e da herança cultural de Portugal. Reflete também o “compromisso da Fundação na valorização e apoio à criação de conhecimento nas Ciências Sociais, Artes e Humanidades, em particular junto dos jovens investigadores”.

O prémio Mário Soares foi instituído em 1998 para distinguir autores de teses e dissertações ou de outros trabalhos de investigação originais realizados no âmbito da História Contemporânea de Portugal e vai já na sua 23.ª edição. Tem o valor de 5 mil euros e conta com o apoio da Fundação EDP desde 2011.

O júri foi presidido por Ana Paula Pires que contou com a unanimidade de Carlos Vargas e David Castaño na apreciação da obra do vencedor. Juntos consideram que Fábio Faria procedeu a uma investigação “rigorosa e inovadora que nos traz uma nova perspectiva sobre os impactos da Guerra Civil de Espanha na Península Ibérica”.

José Manuel dos Santos, membro do Conselho de Administração e Director Cultural da Fundação EDP, destacou a importância de um prémio que enaltece a História Contemporânea de Portugal e assegura que é uma honra para a instituição que representa ligar o seu nome ao de Mário Soares: “O Prémio Mário Soares-Fundação EDP prestigia quem o instituiu e quem o apoia, aqueles que integram o seu júri e os que são distinguidos. É um Prémio que alia memória e futuro, pois o futuro sem memória é um perigo e a memória sem futuro é um erro.”.

Foram ainda atribuídas duas menções honrosas (ex-aequo) à tese de doutoramento “Indústria, comércio externo e intervenção pública. As conservas de peixe no Estado Novo (1927-1972)”, da autoria de Francisco Maia Henriques (PIUDHIST), e à tese de doutoramento em Estudos Portugueses, com o título “(Re)Construir a identidade através do conflito. Uma abordagem às Literaturas Africanas em Língua Portuguesa (1961-74)”, de Noemi Alfieri (NOVA FCSH).

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