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Dragões e danças chinesas invadem a Alameda

No passado sábado, dia 9 de Fevereiro, a cidade de Lisboa deu as boas-vindas ao Ano Novo Chinês, reunindo cerca de duas mil pessoas na Alameda D. Afonso Henriques.

Com uma pontualidade rigorosamente cumprida, o desfile iniciou a marcha pelas 11 horas da manhã junto à Igreja dos Anjos, numa Avenida Almirante Reis engalanada com candeeiros de papel chineses em toda a sua extensão, de ambos os lados.

Por esta altura, era já uma multidão de largas dezenas de curiosos que se juntava, de máquina fotográfica e smartphone em punho, registando tudo com um sorriso no rosto e seguindo a par e passo cada demonstração das associações presentes. E elas eram muitas: da Associação Geral das Mulheres Chinesas ao Grupo de Dança da Escola Secundária Pui Ching de Macau, do Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro à Associação Internacional Buddha’s Light de Lisboa, à Companhia Ópera de Pequim e ao Grupo Folclórico Verde Minho com as suas concertinas e instrumentos tradicionais, entre tantos outros agrupamentos.

Inseridos no cortejo, marcaram ainda presença a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Catarina Vaz Pinto, o embaixador da China em Portugal, Cai Run, o conselheiro cultural da Embaixada, Shu Jianping, o representante das associações da comunidade chinesa em Portugal, Choi Man Hin, e os autarcas das juntas de freguesia de Arroios, Penha de França e Areeiro.

Com fanfarra, muita cor e uma sensação permanente de novidade, o desfile lá percorreu a distância programada até entrar na Alameda e virar para o lado da fonte luminosa, numa altura em que já não eram centenas de pessoas, mas milhares. Ali, em pleno relvado, houve espaço para artes marciais, danças de vários tipos, dragões chineses e tudo o resto, sempre com ajuntamentos em forma de círculo para não perder pitada.

Foi também na Alameda que uma série de bancas de artesanato, gastronomia e divulgação institucional concentraram atenções ao longo do fim-de-semana, com muitos souvenirs de inspiração chinesa e algumas especialidades para provar.

Além de celebrar a viragem do Ano do Cão para o Ano do Porco, que traz consigo muito optimismo, prosperidade e fartura mas também a garantia de muito trabalho pela frente, o programa comemorou os 40 anos das relações diplomáticas entre os dois países e serviu para fortalecer os laços interculturais.

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