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ACP reage às medidas previstas para a Baixa

O Automóvel Club de Portugal emitiu esta semana a sua reacção ao plano da Câmara Municipal de Lisboa para implementar restrições adicionais de trânsito na baixa da cidade.

As medidas apresentadas pelo Município no fim do mês de Janeiro, recorde-se, passam pelo fim da circulação automóvel em artérias como a Rua Garrett e o Largo do Chiado e por alterações ao trânsito e ao estacionamento na zona compreendida pela Avenida da Liberdade, Baixa e Chiado, com a instalação de pórticos de acesso em pontos como os Restauradores e o Martim Moniz, a partir dos quais só circulam veículos eléctricos, motociclos, moradores, lojistas e transportes públicos. Estas restrições aplicam-se entre as 6h30 e as 00h.

A Zona de Emissões Reduzidas da Avenida Baixa Chiado (ZER-ABC) vai permitir retirar 40 mil automóveis por dia na zona da Baixa, que o Município associa como equivalente a menos 60 mil toneladas de CO2 por ano.

No dia 6 de Fevereiro, o ACP publicou a sua reacção às propostas tornadas públicas, reconhecendo “virtudes na solução apresentada pela Câmara Municipal de Lisboa, desde já pelo controlo na redução das emissões poluentes decorrentes da necessidade de reduzir a presenças dos veículos automóveis em zonas centrais das nossas cidades”.

Contudo, a associação é clara nas principais críticas à actuação do município lisboeta: “é imperioso recordar que, nos últimos 10 anos, a autarquia nada fez para fiscalizar e reduzir as emissões poluentes nas denominadas ZER. A mesma inércia se verifica quanto à criação de parques dissuasores nas entradas da cidade e de parques de estacionamento no seu miolo”.

Nesse sentido, o ACP considera que o projecto para a ZER-ABC “afigura-se por enquanto como mais uma obras de embelezamento avulsa sem ter em conta a mobilidade integrada que se deseja numa grande cidade” e apresenta pedidos de esclarecimento em oito pontos e ainda 22 propostas.

A associação quer ver esclarecidas questões como a lista de efeitos directos e indirectos na malha urbana vizinha à ZER, pretende ver o projecto por inteiro e conhecer as medidas de gestão de circulação e estacionamento para as artérias adjacentes e saber quantos serão os lugares de estacionamento suprimidos. O ACP também questiona o porquê de os veículos TVDE não eléctricos serem impedidos de entrar na ZER, ao contrário dos táxis, que na sua maioria compõem uma frota mais antiga.

Quanto às propostas apresentadas, o ACP sugere por exemplo o alargamento do período de acesso condicionado até às 8h30 (e não até às 6h30) e cargas e descargas até às 8h; o reforço da oferta da rede de transportes públicos e bicicletas partilhadas, além da possibilidade de veículos de mobilidade partilhada e TDVE poderem circular na ZER; o fim da circulação de autocarros da Carris anteriores a 2018; e a extensão da liberdade de circulação de veículos eléctricos a veículos híbridos plug-in, com mais pontos de carregamento, entre várias outras medidas.

A lista completa pode ser conhecida neste endereço.

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