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A Associação Ambientalista ZERO pede fim dos voos nocturnos

A Associação Ambientalista ZERO não tem dúvidas: o número de voos nocturnos a descolar e aterrar no Aeroporto Humberto Delgado excede os limites legais e prejudicam a qualidade de vida dos lisboetas.

Foi esta terça-feira, dia 29 de Outubro, que a ZERO denunciou o “incumprimento generalizado” dos limites impostos à circulação de aeronaves entre a meia-noite e as 6h da manhã nos céus de Lisboa.

Ao abrigo de um regime de excepção, que vigora desde 2004, podem descolar e aterrar no Aeroporto Humberto Delgado 26 aeronaves por dia, até um limite de 91 por semana. Ora a ZERO fez as contas, analisando os movimentos registados no site da ANA – Aeroportos de Portugal e no site Flightradar24.com (um site que apresenta informação relativa a todos os voos, com os respectivos origem e destino e horários em tempo real) e chegou à conclusão de que a ANA não cumpre os limites legais. Em vários períodos de uma semana, os movimentos registados foram mesmo mais do dobro do permitido por lei.

Mas não é só o número de voos nocturnos que preocupa a ZERO: também foram efectuadas medições de ruído e a conclusão é que os 65 decibéis registados estão bastante acima das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta matéria (40 decibéis) e mesmo dos limites legalmente impostos (55 decibéis).

O presidente da associação ambientalista, Francisco Ferreira, pede o fim do regime de excepção (cuja implementação coincidiu com a realização do Europeu de Futebol de 2004) e aponta para Abril de 2020 como data ideal para se aplicar a medida, quando forem implementados os novos horários de Verão da Associação Internacional do Transporte Aéreo.

O dirigente associativo também confirma uma queixa entregue à ANAC – Autoridade Nacional da Aviação Civil, da qual espera uma acção para punir o incumprimento da ANA Aeroportos.

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