Com epicentro na Quinta do Mocho, Sacavém, mas com uma abrangência estendida a todo o concelho, o projecto “Loures Arte Pública” superou as expectativas e deixou uma marca profunda no espaço público.
Entre os dias 18 e 26 de Junho, cerca de 100 artistas portugueses e estrangeiros associaram-se à primeira edição do “Loures Arte Pública” para transformar o espaço público. No contingente internacional contavam-se artistas de Espanha, Bélgica, Brasil, Chile, Colômbia, França, Israel, México, Rússia e Uruguai, que contribuíram com obras de graffiti, fotografia e land art.
O bairro que é descrito como “a maior galeria de arte urbana a céu aberto”, a Quinta do Mocho, foi o epicentro de uma iniciativa que abrangeu muitos outros locais do município, como Santo António dos Cavaleiros, Frielas, São João da Talha, Santa Iria de Azóia, Apelação ou Sacavém. Os trabalhos espalharam-se por empenas de prédios, paredes e muros de habitações e escolas, viadutos, depósitos de água, postos de transformação da EDP e até um autocarro da Rodoviária de Lisboa!
Na opinião de Maria Eugénia Coelho, vereadora da Câmara Municipal de Loures para a Coesão Social, “O Concelho de Loures não será o mesmo, está mais bonito e muito mais próximo das pessoas”. A responsável também salientou que “o empenho e a dedicação das pessoas foram de alma e coração”. Para o Município, as mais-valias trazidas pela iniciativa passam não só pela transformação do espaço urbano mas também pela apropriação do mesmo pelas pessoas e pela democratização da cultura.
A população acolheu a iniciativa, não se coibindo de pedir intervenções para determinados locais.
No sábado, dia 25 de Junho, a Câmara de Loures organizou uma visita guiada por vários dos trabalhos realizados, em que o presidente Bernardino Soares marcou presença, acompanhado pelo seu executivo.
Certo é que a iniciativa regressa para o ano e já tem datas marcadas: acontecerá de 17 a 25 de Junho de 2017, possivelmente com ainda mais artistas participantes.



