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Lisboa é Capital Verde Europeia a partir de Janeiro

Dezenas de milhares de árvores plantadas na cidade, reutilização de água não potável para rega e lavagens, muitos projectos verdes para concretizar e novos compromissos até 2030: foi apresentado o programa oficial da Lisboa Capital Verde Europeia 2020.

A apresentação pública da programação decorreu no Monsanto e contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e do vereador com o pelouro do Ambiente, Estrutura Verde, Clima e Energia, José Sá Fernandes.

O chamado “Compromisso de Lisboa para o Ambiente, Clima e Energia”, que é no fundo o programa de intenções para o ano em que a capital portuguesa será Capital Verde Europeia, começa com a plantação de 20 mil árvores logo a 12 de Janeiro, em locais como o Rio Seco, o Vale da Ameixoeira, o Vale da Montanha e Monsanto.

A Câmara de Lisboa vai promover um conjunto de encontros, exposições, seminários e conferências ao longo do ano, de modo a envolver a sociedade num esforço colectivo para fazer despontar projectos sustentáveis que permitam cumprir objectivos ambiciosos até 2030. A título de exemplo, o Município quer reduzir em 60% as emissões de dióxido de carbono até essa data e atingir a neutralidade carbónica em 2050. De resto, conforme assinalou Sá Fernandes na apresentação, Lisboa já atingiu a meta nas reduções de CO2 para 2020.

A primeira “capital verde europeia” do Sul da Europa (até aqui, foram sempre escolhidas cidades do Norte do continente) quer ter mais autocarros eléctricos, mais talhões de hortas urbanas, água reciclada na rega de jardins e lavagem de ruas, painéis solares nos telhados e recolha selectiva porta-a-porta de bio-resíduos. Mais: o Município pretende fazer com que mais de três quartos da população vivam a menos de 300 metros de um espaço verde com pelo menos 2000 metros quadrados.

[fotos: CML]
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