Reportagem
Festival do cozido à portuguesa em Sacavém foi um sucesso
José Pereira e Ana Paula foram um dos muitos casais seduzidos pelo Festival do Cozido Ribeirinho, em Sacavém. Passaram pelo recinto vários dias e degustaram algumas das muitas iguarias gastronómicas que ali estavam para serem apreciadas. Quando falámos com eles, já tinham provado os pipis, o vinho e a sangria, que classificaram de ”excelentes”. E a mesa para o manjar de cozido já estava reservada para o fim-de-semana. “De certeza que é bom, também já estamos habituados a comer o cozido deste restaurante”, assegurou José Pereira.
Sandro Martins estava ali em trabalho mas não dispensou o tradicional prato português na sua hora de almoço. O vendedor representante de uma conhecida marca de automóveis francesa naquele espaço, confessou-nos que gost deste prato “mas normalmente não o peço no restaurante, como-o mais em casa”, de qualquer forma não deixou de elogiar o menú.
No final do dia e depois de termos visto muita gente deliciada com as carnes, legumes e enchidos que fazem as delícias de qualquer dos participante, interrompemos por momentos o jantar de Carlos Almeida e Maria do Carmo para saber das suas opiniões: “Está bom, muito bem confeccionado. O festival foi uma boa ideia, não só para dinamizar a zona em concreto, como Sacavém em geral”, disse Carlos Almeida, enquanto Maria do Carmo apressou-se a referir que “à hora de almoço passei por aqui e estava muita gente. E agora com a música ao vivo anima ainda mais a festa”, concluiu.
O primeiro Festival do Cozido Ribeirinho, na zona ribeirinha de Sacavém, foi levado a cabo pela Câmara Municipal de Loures e pela Junta de Freguesia de Sacavém. O cozido à portuguesa foi o rei da festa, mas houve outros petiscos para provar, sem esquecer o tradicional magusto, com oferta de castanhas. Quem por lá passou não deu o tempo por perdido: pode comer e petiscar em vários restaurantes, apreciar e comprar artesanato, divertir-se com os filhos e dar um pé de dança.
Filipe Santos, tesoureiro e responsável pela área sociocultural da Junta de Freguesia de Sacavém, explicou ao EXPRESSO do Oriente, que o festival resultou de uma comunhão de ideias que havia. “A Câmara Municipal de Loures queria contrabalançar o festival do caracol saloio do Verão, pretendia criar algo que fosse uma alternativa… E a Junta, há alguns tempos que queria dinamizar uma iniciativa nesta altura do S. Martinho, do magusto. Juntaram-se as duas entidades e decidimos fazer o Festival do Cozido Ribeirinho nesta zona de Sacavém, de forma a impulsioná-la.”
Ao mesmo tempo, lembrou que esta se trata da primeira edição e, como tal, “está sujeita a correções.” No entanto, frisou que” tem estado a correr bem, o balanço é positivo, sei que têm servido muitos almoços.”
Por seu turno, João Borges Neves, Chefe da Divisão de Turismo da Câmara Municipal de Loures, explicou que o festival foi um sucesso e que durante os quatro dias tiveram cerca de seis mil pessoas a comer. A ideia é continuar com o evento. “Correu bem, houve muita adesão. O cozido à portuguesa é um prato que identifica a população de Sacavém, até porque a história da cidade é constituída por pessoas de todo o País.”



