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Apresentado plano para o Novo Cais de Lisboa

O Novo Cais de Lisboa vai custar 27 milhões e ter quiosques, um restaurante, uma zona pedonal arborizada e até um centro cultural dedicado ao bacalhau e ao turismo.

O projecto de transformação da “Frente Ribeirinha Central”, no troço entre o Terreiro do Paço e a Doca da Marinha, foi apresentado esta quarta-feira, 27 de Novembro, no terminal da Transtejo e Soflusa. O projecto foi elaborado pela Associação de Turismo de Lisboa (ATL), por incumbência da Câmara Municipal de Lisboa, sendo que as duas entidades vão suportar os custos da obra, orçada em 27 milhões: 16 milhões vêm da taxa turística (ou melhor, do fundo de desenvolvimento turístico, financiado por receitas com aquela taxa) e 11 milhões ficam a cargo da ATL.

Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, voltou a referir o “desejo muito antigo de devolver o rio à cidade”, congratulando-se pela criação do fundo de desenvolvimento turístico que agora permite financiar vários investimentos, de que o Novo Cais de Lisboa é um exemplo.

Já José Luís Arnaut, presidente-adjunto da ATL, elogiou a ambição e a envergadura do projecto, além de destacar a solidez financeira da Associação, que torna possível investimentos avultados.

Afinal de contas, o que vai mudar?

O projecto apresentado abrange muitas transformações na zona: a reconstrução do Muro das Namoradeiras, a retirada do aterro do Cais das Colunas, a reabilitação da Estação Sul e Sueste, a transformação da Doca da Marinha, a construção de um cais de apoio à actividade náutica e a criação de espaços culturais como um Centro Tejo e um Bacalhau Story Centre. Também será recuperado o NTM Creoula, navio de instrução da Marinha Portuguesa.

A zona também será dotada de um amplo espaço pedonal e ciclável, arborizado, servido por quiosques e um restaurante. Os projectos deverão estar prontos no segundo semestre de 2020.

Quanto aos dois centros culturais que podem suscitar mais curiosidade, o que se sabe para já é pouco: o Bacalhau Story Centre (ou Centro de História do Bacalhau) vai ficar na ala nascente do Terreiro do Paço, junto ao Ministério das Finanças, e será “uma homenagem a um símbolo da gastronomia, da cultura e da história de um país que há muito pensa global”, como podia ler-se numa brochura sobre o equipamento; já o Centro Tejo, ficará na Estação Sul e Sueste e será um espaço expositivo sobre o rio e a sua relação com a cidade.

Assina a reconstrução do Muro das Namoradeiras o arquitecto Bruno Soares, enquanto que o centro dedicado ao bacalhau é da autoria do professor Álvaro Garrido, do NewsMuseum e do arquitecto Tiago Silva Dias e o Centro Tejo dos arquitectos Tiago Silva Dias e Pedro Mendes Leal. Já a reabilitação da Estação Sul e Sueste tem projecto da arquitecta Ana Costa e a nova Doca da Marinha terá assinatura do arquitecto João Luís Carrilho da Graça.

Recorde-se que a zona ribeirinha também está em mutação mais para Ocidente, com o espaço entre Pedrouços e a Cruz Quebrada em vias de ver nascer o “Ocean Campus”, conforme anunciado há uns meses, um investimento público-privado numa área de 64 hectares em que vai surgir um hotel, um parque de empresas e startups, uma escola do ensino superior e vários equipamentos de lazer com espaços verdes. Ali, o investimento ascende aos 300 milhões de euros até 2030.

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