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Lisboa avança na neutralidade climática da cidade
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) deu luz verde, no dia 8 de Julho em reunião camarária, à proposta que submete à Assembleia Municipal a aprovação do Contrato Climático da Cidade de Lisboa 2030 (CCC Lisboa 2030) como instrumento estratégico integrado de acção climática do Município.

O CCC Lisboa 2030 corresponde ao principal instrumento municipal de acção climática para os próximos anos e define a visão, os compromissos, as acções e os investimentos necessários para construir uma cidade mais sustentável, resiliente e inclusiva.
“O compromisso deste executivo com a neutralidade carbónica não começa hoje, ele é já visível em várias medidas concretas que estão em curso, seja na eletrificação dos transportes públicos, seja nos passes gratuitos, seja no reforço da estrutura verde, seja na concretização daquela que é a maior obra de adaptação climática da Europa, o Plano Geral de Drenagem de Lisboa, e tantas outras que fazem da nossa cidade um exemplo a nível internacional”, afirma o presidente da CML, Carlos Moedas, deixando a garantia de que “este executivo continuará a responder ao desafio das alterações climáticas com políticas concretas, fazendo de Lisboa uma cidade cada vez mais resiliente e preparada”.
Este contrato resultou de um compromisso assumido por Lisboa no âmbito da Missão da União Europeia “100 Cidades Climaticamente Neutras e Inteligentes até 2030”, iniciativa que seleccionou a capital portuguesa entre mais de 370 candidaturas europeias. O documento reúne mais de 600 compromissos e cerca de 150 acções de mitigação, adaptação e transformação transversal. No seu conjunto, estas medidas estimam um investimento superior a 8,2 mil milhões de euros, que requer o compromisso de vários intervenientes e actores públicos e privados.
Com uma estratégia ambiciosa, que recebeu o reconhecimento da Comissão Europeia através da atribuição do selo Mission Label, o CCC Lisboa 2030 assenta em três grandes objectivos: antecipar a neutralidade climática para 2030, reduzindo em pelo menos 80% as suas emissões de gases com efeito de estufa face a 2002; reforçar a capacidade de adaptação e resiliência face a fenómenos climáticos extremos e garantir uma transição justa e inclusiva, combatendo desigualdades e promovendo a coesão social.



