Cultura

Museu de Lisboa inaugura três mostras em Julho

Em Julho, o Museu de Lisboa apresenta três mostras que propõem diferentes olhares sobre o património. Da reflexão sobre identidade e representação à investigação histórica sobre a cidade, passando por uma abordagem multissensorial ao legado clássico, as iniciativas distribuem-se entre o Museu de Lisboa - Teatro Romano e o Museu de Lisboa - Palácio Pimenta.

A primeira inauguração está marcada para 8 de Julho, no Museu de Lisboa – Teatro Romano, com a mostra temporária Máscaras que Somos. Desenvolvida em colaboração com o Serviço Educativo do Museu de Lisboa, a mostra resulta das oficinas de pintura de máscaras realizadas ao longo do ano e explora o significado deste adereço tão presente nas representações do mundo clássico. Serão ainda apresentadas seis máscaras em cerâmica da artista Catarina Serra, concebidas como autorretratos e reflexões sobre as múltiplas identidades que coexistem em cada pessoa.

No dia seguinte, 9 de Julho, o Museu de Lisboa – Palácio Pimenta inaugura 3 Vistas de Lisboa, uma mostra que reúne três pinturas pertencentes a coleções privadas e raramente apresentadas ao público. Representando o Rossio e a praia de Belém entre finais do século XVIII e inícios do século XIX, as obras são importantes testemunhos da cidade na transição para a contemporaneidade. A apresentação estará a cargo de Philippe Mendes, que possibilitou a reunião destas três pinturas, e dos historiadores de arte Pedro Flor e Paulo Almeida Fernandes, que abordarão as questões de autoria, contexto de produção e interpretação que continuam a suscitar debate entre investigadores.

A 15 de Julho, o Museu de Lisboa – Teatro Romano recebe Corpo Esculpido: dos frisos do Partenon à experiência multissensorial, projecto da artivista e investigadora Daniella Forchetti. Inspirada nas reproduções dos frisos do Partenon conservadas na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a mostra propõe uma experiência inclusiva e acessível através de impressões 3D, braille, pictogramas, audiodescrição poética, língua gestual e linguagem simples. A exposição procura ampliar as formas de acesso ao património clássico, promovendo uma relação mais participativa e sensorial com a obra.

Complementando esta mostra, Daniella Forchetti conduz, entre 22 de Julho e 15 de Agosto, oito sessões da visita performativa O cortejo dos Sentidos: uma homenagem à deusa Atena. Inspirada na procissão das Panateneias representada nos frisos do Partenon, esta experiência convida os participantes a explorar a narrativa através do corpo, do toque e de múltiplas linguagens de comunicação, reforçando a dimensão inclusiva do projecto.

Com estas três propostas, o Museu de Lisboa continua a afirmar-se como um espaço de encontro entre património, investigação e criação contemporânea, promovendo novas leituras sobre a história, a identidade e a memória da cidade.

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