Sociedade

A Europa e os europeus em debate na Escola Eça de Queirós

A Escola Secundária Eça de Queirós acolheu no Dia da Europa uma conferência que contou com a presença de Francisco Louçã e de Sobrinho Simões.

Subordinada ao complexo tema: “Diversidade e Pluralidade nos Povos Europeus – da condição genética à tessitura sócio-cultural dos europeus”, a conferência reuniu cerca de duas centenas de alunos e professores no auditório da escola, de tal forma que não havia lugares sentados para todos.

O economista e político Francisco Louçã, membro fundador e ex-coordenador do Bloco de Esquerda, e o médico e investigador Manuel Sobrinho Simões, médico, professor catedrático e um dos mais influentes patologistas do mundo, exprimiram a sua visão sobre a Europa actual, os desafios que os europeus enfrentam e lançaram algumas luzes sobre questões caras à juventude: o crescimento económico e o desemprego, o activismo de cariz ambiental, a integração de emigrantes, as fake news

A moderação da sessão esteve a cargo da presidente da Associação de Estudantes, Matilde Santos, sendo que também intervieram alguns antigos alunos da Escola, de idades variadas.

Do exemplo da activista do clima sueca Greta Thunberg, que tem ganho muita notoriedade nos últimos meses, à herança genética do europeu comum, muito mais variada do que possam pensar os mais acirrados nacionalistas, passando pelos problemas de integração e insegurança, desemprego e estagnação económica, racismo e xenofobia, muitos assuntos foram aflorados numa sessão que se prolongou por duas horas.

Para Louçã “são as gentes que fazem a Europa, não os genes”, e para Sobrinho Simões “a migração é crucial para as modificações sociais”. O próprio investigador analisou o seu ADN há cerca de 15 anos, para descobrir que é “apenas” 89% europeu, e também 8% ameríndio e 3% africano. Em suma: somos “uma salada genética”, palavras do especialista, não adianta procurar motivos para excluir os outros.

Cabe aos jovens, concordam ambos, agir em nome próprio e pôr em marcha a mudança que querem ver no mundo, em nome dos valores do respeito, da tolerância e da liberdade.

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