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Festival WOOL – Covilhã Arte Urbana 2026

O WOOL | Covilhã Arte Urbana começa no dia 11 de Junho e prolonga-se até dia 21 celebrando 15 anos de actuação com uma edição em que o espaço público se assume como palco primordial de criação e encontro. Pintura mural, instalações, exposições, música, cinema, workshops, conversa e muito mais, compõem uma programação ambiciosa onde o envolvimento e participação da comunidade é central para a construção de um “território de esperança”.

O principal bloco programático do festival continua a ser a criação de pinturas murais e instalações artísticas, acção que prevalece no tempo e constitui o Roteiro de Arte Urbana WOOL, que é hoje uma das marcas mais relevantes e autênticas da cidade. Afirmando-se, ano após ano, como um ponto de encontro do mundo, nesta edição, o WOOL traz novamente à Covilhã artistas visuais e muralistas contemporâneos de elevada qualidade e reconhecimento internacional, oriundos de várias partes do planeta.

Da África do Sul, Ben Johnston irá pintar um mural de grande dimensão na parte baixa da Covilhã, naquela que é a primeira incursão do WOOL para esta zona da cidade. De Itália, Tellas irá plasmar a sua estética abstracta influenciada pela “paisagem e pelos ritmos da natureza” no edifício da APAE – Associação de Antigos Professores, Alunos e Empregados da Escola Campos Melo, situado no ponto mais central da Covilhã. Do Canadá, já esteve presente nesta edição o colectivo canadiano Nasarimba, que realizou uma intervenção, na escadaria lateral do edifício da Câmara Municipal da Covilhã, inspirada nas texturas, padrões e formas que encontraram na Covilhã, no âmbito de um programa financiado pelo Calgary Arts Development (Canadá) para realização de uma tour europeia com paragens em Berlim, Milão e Covilhã,

A representação portuguesa ficará a cargo do Projeto Ruído, que regressam ao WOOL para fazer um mural alusivo aos 100 anos do Orfeão da Covilhã (1926-2026), e de Mariana, a miserável, que irá criar 10 painéis de azulejo inspirados na identidade local, a ser instalados em vários locais do Centro Histórico da cidade.

No que se refere às instalações artísticas, o WOOL 2026 recebe Addam Yekutieli, artista e activista nascido nos Estados Unidos a residir em Israel-Palestina, que cria projectos de prática social, instalações imersivas e obras de arte públicas. E de Espanha vem Octavi Serra, premiado artista espanhol conhecido por instalações artísticas com uma componente muito forte de humor.

Na música, a programação faz-se de residências artísticas, concertos e mini-concertos, momentos espalhados novamente por vários locais da cidade. Em residência artística, Noiserv junta-se ao Conservatório de Música da Covilhã para um encontro especial cujos resultados serão apresentados na noite de 19 de Junho no Teatro Municipal. O já costumeiro concerto de Sábado à noite (20 de Junho) ficará a cargo dos Unsafe Space Garden, banda vimaranense de rock alternativo e inclassificável que promete uma das noites mais energizantes do WOOL 2026. Este concerto será realizado num local inusitado da Covilhã, uma surpresa a revelar ao longo do festival.

Como já é costume desde 2024, os mini-concertos voltam a ser palco do talento local e regional em três fins de tarde (16, 17 e 18 de Junho) como forma de activar os murais em execução, levando a população a presenciar de perto o processo criativo dos artistas e a descobrir “novos” e inusitados lugares da cidade. Ema Ferreira & Marco Pereira, Patife e Entrelaçado serão os três projectos a apresentar nestes finais de tarde.

A comunidade no centro da construção colectiva do WOOL

A 13ª edição do WOOL contará com três acções artísticas comunitárias:

– “A Nossa Casa”, já a decorrer há alguns meses e que terminará agora, convocou toda a comunidade da Covilhã (e mais além) a participar na criação colectiva – com pequenos quadrados ou rectângulos de crochet, tricot ou outras técnicas – de uma peça de grande dimensão que irá cobrir uma casa do centro histórico da cidade da Covilhã e integrar o Roteiro de Arte WOOL e que reúne, ao dia de hoje, quase 1000 pessoas e mais de 4000 quadrados de crochet, um manifesto colectivo de encontro, empatia e união. Esta super-manta (e o acto de cobrir uma casa) convoca simbolicamente ao cuidado com todas as casas, com a casa-rua, com a casa-cidade, com o casa-planeta, que é verdadeiramente “A Nossa Casa”. (mais informações da acção no website e redes sociais).

– “Marcha pela Esperança”, orientada pelo artista Mantraste e que sairá à rua na tarde do dia 19 de Junho, será o resultado de uma série de oficinas junto de alunos do 1.º e 2.º ciclos de escolas do concelho da Covilhã que irão expressar os seus anseios e preocupações sobre o futuro, reivindicando a tão necessária esperança em tempos sombrios.

– “WOOL Circular”, no alinhamento de uma acção realizada no fim da edição de 2025, que resultou na reutilização das lonas publicitárias do WOOL para produção de equipamento e peças de merchandising, sob orientação da artista Madalena Martins e produção a cargo de um conjunto de reclusos do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira. Nesta pós-edição, as lonas serão entregues à UBI para a co-criação de instalação no âmbito do projecto internacional “Eurotales: Less waste connecting identities”, desenvolvido pela Faculdade de Artes e Letras e os centros de investigação iA* Unidade de Investigação em Artes e CiAUD Centro de Investigação em Arquitectura, Urbanismo e Design, em parceria com HEAR – Haute école des arts du Rhin, (Strasbourg-Mulhouse, França), UVT – University of West Timisoara Faculty of Arts and Design (Roménia), Beaux-Arts de Nantes (França) e Brera Academy of Fine Arts (Milão, Itália).

Sucesso de convívio e comunhão em 2025, o Almoço Comunitário regressa este ano, precedido da Corrida WOOL, uma novidade na programação que pretende juntar o desporto à visitação e conhecimento do Roteiro de Arte WOOL e da cidade.

É fundamental ainda mencionar as obrigatórias visitas guiadas pelo Roteiro de Arte WOOL, que este ano acontecem em dois momentos: a 14 de Junho, às 10h30, a pé, e a 21 de Junho, às 17h30, a pé com intérprete de Língua Gestual Portuguesa. Há ainda espaço para uma visita guiada em carro eléctrico para pessoas com mobilidade condicionada, no dia 17 de Junho às 15h00.

Como forma de revisitar e dinamizar entidades e espaços que acompanharam o WOOL desde o início, existem ainda outras visitas a museus e espaços da cidade integradas na programação do festival. O Museu de Lanifícios organiza um percurso pela Ribeira da Goldra no dia 19 de Junho às 10h, o New Hand Lab promove uma visita guiada ao seu espaço no dia 20 às 14h30 e o Museu da Covilhã organiza também uma visita guiada no dia 20.

Uma programação sem fim

Outra das novidades na edição dos 15 anos de WOOL é a literatura. Durante os 11 dias de festival, o jovem escritor beirão Bernardo Fortuna acompanhará todos os momentos do evento como matéria-prima fundamental para a sua residência de literatura. Inteiramente livre para explorar os temas e pessoas que quiser, o resultado literário desta residência será publicado e apresentado na edição de 2027.

Na programação relativa ao pensamento, haverá um debate intitulado “O que é importante para nós?”, integrado na Semana Acesso Cultura 2026, sobre arte, participação, comunidades e a defesa do que importa. Este debate contará com os testemunhos e contributos de Lara Seixo Rodrigues (festival WOOL), de Hugo Cruz (especialista em práticas Artísticas Comunitárias e Participação Cívica e Política), moderação de Maria Vlachou (directora executiva da Acesso Cultura) e de outras pessoas com quem se têm cruzado em projectos comunitários e participativos, nomeadamente, Graça Rojão e Jesuíno Simões.

A acção de capacitação desta edição 2026 do WOOL fica também a cargo de Hugo Cruz que orientará uma oficina (gratuita) intitulada “Práticas Artísticas e Participação”, destinada a profissionais e estudantes das áreas das artes, ciências sociais e humanas, particularmente da educação, saúde, decisores políticos e técnicos de autarquias.

No cinema, o WOOL será palco da estreia nacional do documentário “Know Hope: the abstract and the very real”, da autoria de Omer Shamir sobre o trajecto pessoal e artístico de Addam Yekutieli. Sendo um dos artistas presentes nesta edição do festival, a projecção do filme, que não deixará ninguém indiferente, será seguida de um momento de Q&A, moderado pelo jornalista Luís Octávio Costa (também reconhecido por Kitato).

Ainda nesta edição, serão três as propostas de exposições para visitar. Uma delas, “15 Camadas de WOOL – a construção de uma cidade”, uma exposição caça ao tesouro que funciona como exercício de memória dos sítios que eram e de reconhecimento do que agora são. Também a exposição “Herança Industrial” convoca à memória através da reflexão de edifícios históricos que serviam uma cidade. Além destas, a já habitual exposição permanente do WOOL no premiado Museu da Covilhã, que mostra o trabalho de acessibilidade e inclusão que foi motor e resultado do projeto WOOL + | Arte Urbana mais acessível.

Depois do sucesso da edição passada, o Quiz WOOL regressa este ano com mais 120 perguntas sobre Arte Urbana, Covilhã, WOOL, os artistas que nos acompanham e a colectividade histórica da Covilhã que este ano se activa – o Ginásio Clube da Covilhã, que celebra 113 anos em 2026.

Recentemente anunciado pela organização WOOL, parte da programação 2026 teve de ser reformulada, adiada ou mesmo cancelada, nomeadamente aquela que seria a mais emblemática desta edição – a Fábrica WOOL. Isto acontece como consequência de um corte inesperado e significativo no financiamento da 15ª edição do WOOL | Covilhã Arte Urbana.

O programa completo e as actualizações sobre o evento poderão ser acompanhadas através do site oficial ou das plataformas digitais do WOOL.

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