Início » Destaque, Educação » Secundária da Portela mete água

Ouvida pela TSF, a  Associação Nacional de Dirigentes Escolares traça um quadro negro sobre a manutenção das escolas portuguesas.

O exemplo dado para ilustrar o diagnóstico é o do Agrupamento de Escolas da Portela e Moscavide, onde há “buracos”, fissuras, infiltrações, problemas eléctricos e falta de lâmpadas. A água escorre para o interior do pavilhão desportivo da Escola Secundária da Portela, apesar de este ter sido construído em 2002.

Na EB 2,3 Gaspar Correia também há infiltrações (as funcionárias e a própria directora falam de uma autêntica cascata), além do problema das coberturas em fibrocimento, que ainda não foram substituídas.

Ao microfone da rádio, Manuel Pereira fala de “escolas feitas à pressa” nos anos 80, “sem cuidado”, com muitas infiltrações e fissuras, necessitadas de obras em pisos inteiros e da substituição de portas e janelas que deixam entrar ar e tornam as salas muito frias. O responsável também adianta que, em muitos casos, as responsabilidades de intervenção são repartidas entre o Ministério da Educação e as autarquias.

A Associação Nacional de Dirigentes Escolares alerta que dezenas de escolas básicas do 2.º e 3.º ciclos se encontram carentes de obras urgentes, mas também algumas escolas secundárias.

Muitas das intervenções previstas não chegaram a avançar, graças à crise e ao “apertar do cinto” imposto pela troika.

A TSF revela ainda ter contactado o Ministério da Educação, que referiu na sua resposta que o actual Governo “encontrou suspensas 40 intervenções em escolas e o cancelamento de 94 intervenções do Programa de Modernização das Escolas, a maioria com 2.º e 3.º ciclos do ensino básico” na altura em que assumiu funções. A mesma fonte adianta que esse quadro tem vindo a ser revertido, “estando centenas de intervenções em preparação, em curso ou já concluídas, com dezenas de obras já terminadas e outras em procedimento concursal para empreitada”.

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