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“Fronteira” é o novo tema da Revista Egoísta

“Fronteira” é o tema do 65.º número da revista Egoísta, uma edição que reflecte sobre a actualidade e o imaginário, no território que conhecemos e no que desconhecemos.

O número 65 da Egoísta começa por cativar logo pela capa, que nas palavras da editora Patrícia Reis “pisca um olho a Michelangelo”.

No ano em que se comemoram os 18 anos de existência da Revista Egoísta, publicação do grupo Estoril Sol, colaboram nesta edição nomes como Angelina Jolie, Augusto Brázio, Marta Chaves, Maria Manuel Viana, Jaime Rocha, Maria do Rosário Pedreira, Luísa Costa Gomes, Bárbara Assis Pacheco, entre outros.

“Fronteiras – Os Muros do Medo” é o título do editorial de Mário Assis Ferreira, director da “Egoísta”, que numa profunda reflexão evoca: “uma nova ordem mundial emergiria das cinzas da II Guerra Mundial, conferindo às potências vencedoras o poder e a discricionariedade de encaixilhar o mundo – designadamente o Médio e Extremo Oriente – em cubículos geoestratégicos. E assim nasceram novos conceitos de fronteiras: as traçadas com régua e esquadro, não raro à revelia dos povos que a elas ficaram circunscritos – e de outros que lhes eram exógenos…”.

Numa oportuna análise sobre a Europa, Mário Assis Ferreira sublinha: “Pois que União é pseudónimo, face à crise migratória! Como se, subitamente, as suas fronteiras se houvessem radicalizado: ou são membranas porosas ao trânsito migratório, ou são muros inacessíveis aos valores da dignidade humana! No seu seio, coexistem países como a Itália, a Hungria, a República Checa, a Polónia, onde já não habitam cidadãos do mundo: ou são nacionais autóctones, ou imigrantes proscritos que a todo o custo importa repelir. Quer sejam os que migram para fugir, quer os que migram para buscar…”.

E prossegue: “Nessa deriva idiossincrática, são países esquecidos de que a migração não é o transbordamento de uma população que sobra, mas a fuga de uma população que sofre; indiferentes aos farrapos de sobrevivência dos que transpõem o Mediterrâneo e que se mudam de céu, não mudam de dignidade humana; alheios à destrinça entre
refugiados políticos e aos que apenas fogem de condições sub -humanas em que a morte se avizinha!”.

“Tudo isso é indiferente aos surtos populistas, às demagogias extremistas, aos pseudonacionalismos que proliferam na Europa! São pregões arrebatadores sobre o risco da infiltração de terroristas, sobre a usurpação de empregos, sobre o perigo do multiculturalismo, sobre a perda de identidade étnica, sobre a miscigenação dos valores nacionais… E, infelizmente, a xenofobia vai-se alastrando, conquistando votos e não deixará de ter consequências, muito próximas, no xadrez político europeu!”.

Os leitores da revista “Egoísta” podem encontrá-la à venda no Clube IN do Casino Estoril e do Casino Lisboa. A “Egoísta” tem, ainda, uma campanha de assinaturas e está disponível em www.egoista.pt.

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