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75 Anos ao serviço da Justiça

A Polícia Judiciária completou, a 20 de Outubro, 75 anos ao serviço da Justiça. As comemorações decorrem de Outubro a Dezembro e incluem, entre outros eventos, exposições, a criação de um postal dos CTT comemorativo da data, apresentação de livros e e-books, cerimónia solene e um documentário que será exibido em Dezembro, na RTP, sob o tema “Origens da Polícia Judiciária e da Investigação Criminal”.

No dia 20 de Outubro decorreu, no auditório da sede da Polícia Judiciária, em Lisboa, a sessão solene de evocação do 75.º aniversário desta força policial, na presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa; do Primeiro-Ministro, António Costa; da Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem; do Director Nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves, entre outros responsáveis do Estado e forças de segurança.

Na sua intervenção, Luís Neves destacou os valores de “integridade, imparcialidade, coragem e seriedade” que norteiam este corpo superior de polícia e enumerou os desafios que se avizinham à escala nacional e internacional, incluindo o “terrorismo e a ascensão do populismo e dos discursos de ódio”, sublinhou ainda que “o país não é corrupto e as instituições não são corruptas”, afirmando, no entanto, que “há corruptos” mas garante que a Polícia Judiciária irá “reforçar esse combate” e que não haverá impunidade para a corrupção nem para criminalidade económico-financeira em geral que, disse, “minam a economia” nacional.

O director nacional da Polícia Judiciária disse ainda que “os tempos que se avizinham não são fáceis, mas não enjeitamos as responsabilidades” referindo a necessidade de investimento no combate ao cibercrime, actividade em rápido crescimento, assim como o tráfico de armas, drogas e terrorismo que frequentemente aparecem com “novas roupagens”. Congratulou-se com a aprovação, pelo actual Governo, do novo Estatuto e a nova Lei Orgânica da Polícia Judiciária e destacou que o investimento público na PJ tem “retorno garantido”. Luís Neves apelou ainda à união entre todas as forças de segurança e Forças Armadas no combate a todo o tipo de criminalidade e mostrou-se confiante quanto ao futuro da Polícia Judiciária.

O Presidente da República, por sua vez, destacou a adaptação desta Polícia aos tempos modernos, recordando o quanto a Judiciária cresceu no “Portugal Democrático”, agradeceu aos mais de mil agentes ao serviço do bem comum que continuamente dão o melhor de si ao serviço de Portugal e dos portugueses e reforçou a importância da existência de uma polícia com meios suficientes para cumprir a sua missão em tempos de maior criminalidade.

Por fim, o Presidente condecorou a Polícia Judiciária com a Ordem de Infante D. Henrique. Esta é a segunda condecoração que este órgão de polícia recebe, já que em 1996 o então Presidente da República, Mário Soares, atribuiu à Polícia Judiciária a comenda da Ordem de Mérito.

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