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Ramalho Eanes recebe Prémio da Paz Gusi

O antigo Presidente da República Ramalho Eanes recebe nas Filipinas o Prémio Internacional da Paz Gusi relativo ao ano 2015.

António Ramalho Eanes foi anunciado como vencedor deste prémio precisamente em 2015, tendo sido distinguido pela “contribuição única para a criação de uma paz duradoura, a nível nacional e internacional, nomeadamente no conjunto dos países de língua portuguesa, tanto enquanto Presidente da República como posteriormente, com uma acção cívica de relevo”.

O ex-chefe de Estado português viu, assim, o seu nome juntar-se ao de outros defensores dos direitos humanos e activistas de causas sociais também distinguidos com aquele que é considerado o “Prémio Nobel da Ásia”. O nome Gusi deriva de um capitão filipino que se distinguiu precisamente pela defesa dos direitos humanos no seu país. O prémio pretende valorizar o trabalho de individualidades ou organizações que contribuam para a paz e a justiça global.

Em declarações à TDM, a televisão e rádio pública de Macau, Ramalho Eanes afirmou esta semana que a data se reveste de uma dimensão “fracturante” e que por isso não deve ser comemorada, mas alvo de reflexão. Sobre o momento que pôs fim ao PREC – Processo Revolucionário Em Curso, afirmou Eanes: “O 25 de Novembro foi um momento fracturante e eu entendo que os momentos fracturantes não se comemoram; recordam-se e recordam-se apenas para reflectir sobre eles. No caso do 25 de Novembro, devíamos reflectir por que é que nós portugueses, com séculos e séculos de história, com uma unidade nacional feita de uma cultura distintiva profunda, por que é que chegámos àquela situação, por que é que chegámos à beira da guerra civil”.

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