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EMEL nos Olivais foco de acesa discussão

Na reunião pública descentralizada da Câmara de Lisboa para ouvir os munícipes dos Olivais e do Parque das Nações, o estacionamento tarifado concentrou todas as atenções e motivou muita discussão.

Pode dizer-se que os ânimos chegaram a estar exaltados, com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, a pedir que saíssem do pavilhão da Escola António Damásio os munícipes que faziam ecoar os seus protestos ao longo da sessão, sempre que o assunto em debate se relacionava com o estacionamento. Um munícipe foi mesmo escoltado até fora do recinto por dois agentes da Polícia Municipal, depois de se ter excedido nas palavras e no tom de voz, interrompendo a sessão.

Em causa estava a presença da EMEL na Freguesia dos Olivais, um tema que não só divide opiniões mas que também suscita contestação muito veemente por parte de um número significativo de fregueses. O vereador da Mobilidade, Miguel Gaspar, identificou 2000 veículos a mais nos Olivais por conta dos utilizadores do Aeroporto de Lisboa (trabalhadores e pessoas que viajam), sem contar com as frotas automóveis das empresas de transporte de passageiros e recordou os principais problemas relacionados com este fenómeno: além da falta de lugares para os moradores, há canteiros e passeios destruídos, os autocarros têm manobras dificultadas e interrompem o trânsito, veículos de emergência ficam privados de aceder a determinadas ruas…

Vereador Miguel Gaspar mostra mapa da EMEL nos Olivais

Por seu turno, Fernando Medina afirmou compreender os argumentos de quem questiona o zonamento aplicado, mas declarou não entender “quem é contra a EMEL nos Olivais”: “Os senhores têm sido vítimas diárias de milhares e milhares de carros oriundos do Aeroporto a estacionar numa zona residencial. O desenho das zonas e a existência de lugares para moradores podem ser alvo de discussão. A EMEL ficar fora da freguesia, honestamente não entendo porquê”. O preço dos dísticos também foi alvo de debate, com o edil a assinalar o baixo custo dos mesmos.

Outros assuntos que ficaram relegados para segundo plano

Entre as outras questões que, com dificuldade, foram apresentadas pelos munícipes inscritos, estavam os problemas de estacionamento junto ao Vasco da Gama e ao Casino Lisboa, os cães passeados sem trela nos espaços públicos do Parque das Nações, o sentimento de abandono dos bairros de gestão municipal como o das Laranjeiras, os problemas nas carreiras da Carris nos Olivais, nomeadamente na 708, o estado de degradação do talude da Avenida da Boa Esperança, para o qual o vereador Manuel Salgado garantiu uma intervenção de urgência, e ainda outros temas, como a proliferação de trotinetas mal estacionadas. Também se pediram contentores enterrados para os resíduos da zona Poente do Parque das Nações.

A intervenção de fundo no Bairro da Encarnação foi aflorada, com os moradores a perguntarem por prazos, mas a maior novidade acabou por vir da boca do próprio presidente da Câmara, que anunciou um total de 50 milhões de euros a transferir para as juntas de freguesia, de modo a concretizar dois programas: “Bairro 100% Seguro” e “Escola 100% Segura”. Através destes dois programas, serão regularizados os passeios, colocados pavimentos confortáveis e removidos obstáculos à mobilidade.

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