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Moradores de Carnide dizem não aos parquímetros

Cerca de 200 moradores da Freguesia de Carnide juntaram-se na madrugada de quinta-feira, dia 6 de Abril, para removerem os parquímetros da EMEL recentemente colocados.

Os 12 parquímetros foram arrancados pelos moradores e carregados numa carrinha da Junta de Freguesia local, para serem entregues na Câmara Municipal de Lisboa.

Conforme o presidente Fábio Sousa declarou à imprensa, os parquímetros foram deixados à guarda da Junta de Freguesia de Carnide, depositados na esquadra da PSP e iriam ser entregues por alguns moradores durante a tarde de quinta-feira, mas as forças da autoridade impediram que tal acontecesse. Em vez disso, os populares, acompanhados pelo autarca carnidense, entregaram nos serviços da Câmara um abaixo-assinado.

“Não somos alérgicos a parquímetros, mas a sua instalação tem de ser feita após consulta pública”, resumiu o autarca, referindo ainda a falta ao compromisso do Município no que diz respeito à construção de um parque de estacionamento com 200 lugares e à requalificação urbana, em projectos vencedores do Orçamento Participativo de 2014 e 2015 que nunca chegaram a ser concretizados. Fábio Sousa criticou ainda o presidente Fernando Medina, que acusa de não ouvir a população.

Os moradores que participaram no protesto exigem uma consulta prévia e entendem que a EMEL avançou para a colocação de parquímetros contra a sua vontade. Para manifestar esse parecer, assinaram uma petição dirigida à Assembleia Municipal de Lisboa.

Em comunicado enviado às redacções, a Câmara Municipal de Lisboa classifica os acontecimentos como “um acto grave e inédito, de deliberada danificação de património municipal, e um acto inaceitável num estado de direito”, afirmando que “Foram dadas indicações para a EMEL iniciar o processo de reinstalação imediata dos parquímetros nos locais previstos e para envio imediato às autoridades policiais e ao Ministério Público de toda a informação recolhida”.

Além de contabilizar os dísticos para residentes e nomear as avenças mensais no parque de estacionamento da Rua D. Ana de Castro Osório, o comunicado refere ainda que “A entrada da EMEL no centro histórico de Carnide já se encontrava prevista e aprovada pelos órgãos municipais. A sua implementação neste momento resultou da vontade de dar resposta positiva aos alertas de moradores para o agravamento da situação do estacionamento nesta zona e teve o apoio expresso do Presidente da Junta de Freguesia na reunião descentralizada de 11 de Janeiro de 2017”.

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