Reportagem

Conferência sobre a inovação na Educação na Escola Eça de Queiroz

res_inovar-na-educacao-13O auditório da Escola Secundária Eça de Queiroz recebeu esta quinta-feira, dia 17 de Novembro, uma conferência intitulada “Inovar na Educação: os processos participativos no sucesso escolar”.

Organizada pela Magno Sitius 21, a conferência reuniu um painel de oradores que narraram as suas experiências e apresentaram os seus projectos no âmbito da participação cívica dos alunos, as suas repercussões no sucesso escolar e formação pessoal.

Na primeira sessão, o ex-presidente da Junta de Freguesia [de Santa Maria] dos Olivais, José Manuel Rosa do Egipto, moderou as intervenções da vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Catarina Albergaria, do vogal da Educação e do Orçamento Participativo da Junta de Freguesia da Penha de França, David Erlich, e ainda de Cristina Correia, técnica da Câmara Municipal de Palmela responsável pelo programa “Eu Participo”.

Na segunda sessão, juntaram-se ao debate a pedopsiquiatra Ana Vasconcelos, Humberto Neves, fundador da Ardózia, e Acúrcio Domingos, professor de Projectos Especiais da escola anfitriã.

Na primeira fila da plateia, a presidente da Junta de Freguesia dos Olivais, Rute Lima, assistiu à conferência acompanhada pela sua vogal da Educação.

Contributos dos oradores

A vereadora da Educação reiterou o compromisso do Município para com uma “escola pública de qualidade, democrática e inclusiva”, lamentando que “ainda temos muitas crianças não motivadas para a escola e jovens que não se revêem neste modelo”. Para Catarina Albergaria, “A escola tem de estar ligada às novas plataformas comunicacionais e tem de usar os novos ecrãs digitais” que os mais novos aprendem a manejar quase desde o berço.

Porque “nenhuma verdadeira democracia funciona sem ouvir as pessoas”, “todos têm o seu papel”, afirmou a vereadora, antes de apresentar o Orçamento Participativo (OP), o OP Escolar da CML e alguns projectos que se destacam na esfera da Educação (“Pequeno Grande C”, “Escrita Criativa”, “Plataforma Digital”, “Com Arte”, entre outros).

Também David Erlich apresentou a experiência de Orçamento Participativo escolar da sua autarquia, pioneira na cidade de Lisboa em relação a esta área, e descreveu os mecanismos, as regras e o funcionamento prático do programa. Na Penha de França, cerca de 600 alunos de 6 escolas de todos os ciclos de ensino participaram na primeira edição do POP Escolas (assim se chama a iniciativa), resultando 168 ideias e 51 propostas, das quais cerca de 30 chegaram à votação final após análise técnica.

resized_inovar-na-educacao-1Os restantes oradores enriqueceram igualmente a conferência: o programa “Eu Participo”, do Município de Palmela, visa aproximar o poder local das crianças e jovens, baseando a sua abordagem nos Direitos Humanos, em especial no direito à participação; Ana Vasconcelos apresentou algumas ideias relacionadas com o stress dos exames e o sucesso escolar; Humberto Neves explorou o mundo dos conteúdos digitais para a infância e a promoção da literacia digital (áreas em que a Ardózia opera); e Acúrcio Domingos falou sobre vários projectos da Secundária Eça de Queiroz.

Como apontava Rosa do Egipto na nota introdutória, “a época em que a escola era um meio fechado, em que o aluno se encerrava nos «canhanhos» e aceitava com obediência e sem espírito crítico o que o professor lhe dizia, morreu naturalmente”. Impõe-se fomentar uma cultura participativa, que promova desde cedo o interesse das crianças e jovens nos processos de mudança da sua comunidade.

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