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Câmara comprou Vila Dias

A antiga vila operária conhecida como Vila Dias, na Freguesia do Beato, foi adquirida pela Câmara Municipal de Lisboa por cerca de 3,6 milhões de euros.

Foi construída para alojar os operários da zona industrial de Lisboa no final do século XIX e estava desde 2017 numa espécie de impasse, depois de ter sido vendida a um investidor privado, num negócio que a Câmara Municipal de Lisboa anulou, com a intenção de exercer o direito de preferência. A Vila Dias situa-se na Área de Reabilitação Urbana do Vale de Chelas.

Agora, a disputa que envolvia acções judiciais chegou ao fim, pressupondo-se um acordo entre as partes – proprietário e Câmara – e a Vila Dias regressa definitivamente à esfera municipal. No seu site, a Câmara de Lisboa confirma: “Autarquia adquire as 160 casas da Vila Dias e assegura a sua devolução às famílias residentes”. O Município também aponta para 114 o número de pessoas que habita actualmente na antiga vila operária.

José Morais Rocha, o investidor que tinha comprado a Vila Dias para ali desenvolver um projecto imobiliário que não se coadunava com a permanência dos actuais inquilinos das habitações (a viver, em muitos casos, em condições deficientes de salubridade), afirmou à Lusa que a Câmara quer manter as casas da Vila Dias em regime de renda acessível.

As condições em que vivem os moradores da Vila Dias tinham voltado a estar na ordem do dia na reunião descentralizada que a Câmara promoveu para auscultar os munícipes das freguesias do Beato e de Marvila, quando o representante da Associação de Moradores das Vilas Operárias do Beato chamou a atenção do executivo municipal para a necessidade de obras urgentes, mesmo apesar de o proprietário ter sido intimado a concretizá-las. Nessa mesma reunião, Fernando Medina garantiu que os moradores não seriam expulsos.

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