Sociedade

Associação Amigas do Peito ganha uma Casa de Acolhimento

Em pleno Dia da Prevenção do Cancro da Mama, a Associação Amigas do Peito inaugurou oficialmente a sua nova Casa de Acolhimento para mulheres que padecem desta doença.

No rol de obstáculos e desafios que se apresentam ao doente oncológico, contam-se, em muitos casos, a distância da residência em relação ao local de tratamento e a solidão do doente que se vê privado do apoio dos familiares nessa luta que tem de travar longe de casa.

Foi para dar uma resposta a estes casos que a Associação Amigas do Peito e o Patriarcado de Lisboa, através da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima – Bairro Padre Cruz, com o apoio da Junta de Freguesia de Carnide, se uniram na criação de uma Casa de Acolhimento.

Este espaço que não é novo na sua construção – é a casa paroquial, no coração do Bairro Padre Cruz, bem perto da igreja – será novo nas suas funções de acolher mulheres vítimas de cancro da mama, referenciadas pela Amigas do Peito. Tem capacidade para entre três e cinco mulheres, que poderão permanecer por curtas durações, enquanto duram os seus tratamentos e se encontram fragilizadas e longe de casa.

A cerimónia, neste dia festivo, começou no auditório do Centro Cultural de Carnide, com um convívio, algumas actuações musicais e os discursos de circunstância das entidades envolvidas, e terminou com a bênção da Casa de Acolhimento pelo bispo D. Américo Aguiar.

Em 2050, uma em cada três mulheres terá cancro da mama

Para Fábio Sousa, presidente da Junta de Freguesia de Carnide, “é um privilégio podermos fazer parte desta solução e da concretização deste sonho”. Depois de destacar o carácter solidário da Freguesia e de agradecer a presença de vários parceiros locais, o autarca regozijou-se ao afirmar que “agora há uma marca da Associação Amigas do Peito neste território, que é esta Casa” e garantiu que as duas entidades farão “certamente muito mais coisas juntas”.

Já o pároco Gonçalo Figueiredo, realçou a importância que a fé e o apoio religioso têm na cura dos doentes oncológicos, cabendo ao bispo auxiliar de Lisboa, D. Américo Aguiar, transmitir a alegria do Cardeal Patriarca D. Manuel Clemente pela boa notícia e estender o seu “abraço fraterno” a todos os que sofrem.

Mas qualquer relato fiel deste dia ficaria incompleto sem referir as reivindicações que a presente da Associação Amigas do Peito não se coibiu de fazer, chamando a atenção para o que é urgente garantir: “Em 2050, uma em cada três mulheres desenvolverá cancro da mama. Muita coisa pode ser feita, desde que haja boa vontade e bom senso. Esta Casa é limitada, mas é um pequeno passo necessário”, referiu a médica oncologista, para depois recordar que não se concretizou a cedência de um espaço no Hospital de Santa Maria e pedir ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa uma solução alternativa: um projecto para a criação de um centro de acolhimento para doentes oncológicos. O bispo prontificou-se imediatamente, de forma bem disposta, a ser o mensageiro desse caderno de encargos, visto que se reuniria dali a dias com Fernando Medina…

Recorde-se que Emília Vieira lançou recentemente o livro “O que faço? Tenho cancro da mama”, uma obra de perguntas e respostas que pretende ajudar as mulheres que se vêem perante esse diagnóstico. As receitas das vendas do livro revertem integralmente para a Amigas do Peito.

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