António Guterres é o novo Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas.
Depois de cinco votações em que foi sempre o candidato melhor posicionado para vencer a corrida, o português venceu a votação dos membros do Conselho de Segurança da ONU, com 13 votos de encorajamento e dois sem opinião, não recolhendo nenhum veto entre os membros permanentes deste organismo.
Após esta sexta votação, que decorreu em Nova Iorque na quarta-feira, dia 5 de Outubro, o presidente do Conselho de Segurança, Vitaly Churkin, disse aos jornalistas que aquele organismo esperava recomendar “por aclamação” o nome de António Guterres logo no dia seguinte, quinta-feira, dia 6 de Outubro, na votação formal.
Esta quinta-feira, tudo decorreu como esperado: António Guterres sucede ao sul-coreano Ban Ki-moon, que liderou a organização durante 10 anos.
“O Conselho de Segurança recomenda à Assembleia-Geral que o senhor António Guterres seja designado como secretário-geral das Nações Unidas, entre 1 de Janeiro de 2017 e 31 de Dezembro de 2021”, afirma a recomendação do órgão decisório da ONU, aprovada por aclamação.
Falta apenas a Assembleia Geral das Nações Unidas carimbar o novo Secretário-Geral para o acto estar concluído. Tudo indica que esta votação decorra na próxima semana. Até hoje, este órgão nunca deixou de ratificar o nome recomendado pelo Conselho de Segurança.
Este processo de eleição da cúpula da hierarquia administrativa da ONU ficou marcado pela novidade de ser conduzido em votações públicas e com entrevistas públicas, ao invés do que se fazia até aqui: sempre à porta-fechada, com as negociações a decorrer longe dos olhares do público.



