Destaque
Grande Marcha 2026 já tem vencedor
"A Europa em Lisboa" é o título da composição vencedora do concurso deste ano.

Com letra de José Quintela e música de João Filipe, a canção que será interpretada pelas marchas populares nas Festas de Lisboa retrata uma cidade cosmopolita, aberta à diversidade cultural, à tolerância e à igualdade. Referências enquadradas no tema do concurso deste ano, Somos Lisboa. Somos Europa, que celebra os 40 anos da entrada de Portugal na União Europeia.
A escolha foi unânime entre os elementos do júri, composto por Marco Rodrigues (apreciação da letra), Ângelo Freire (apreciação da música) e Carlos Alberto Moniz (apreciação na generalidade), que afirmaram que “Esta foi a Europa mais lisboeta que encontrámos”.
Nesta edição do Concurso Grande Marcha, foram recebidas 59 candidaturas, mais 30 do que na edição anterior.
Aberto a todas as pessoas, individual ou coletivamente, residentes em Portugal e maiores de idade, o concurso da Grande Marcha distingue anualmente a originalidade literária e musical dos autores com um prémio no valor de €5 500 (cinco mil e quinhentos euros).
(fotos José Frade)
A EUROPA EM LISBOA
Letra: José Quintela (José Miguel Dias Quintela da Silva)
Música: João Filipe (João Diogo Baptista da Gaga Rodrigues Filipe)
Vai a Europa p’la avenida
Com bandeiras de mil cores
A cantar a nossa vida
Passa alegre e bem vestida
Junto à rua dos amores
Hoje é noite de arraial
E ninguém será diferente
Vê-se o outro como igual
ou não fosse Portugal
um país p’ra toda a gente
Quando a Europa
quer ver uma cidade
a beijar a liberdade
vem a Lisboa
E quando às vezes
quer ser uma andorinha
p’ra não ter de andar sozinha
vem a Lisboa
Quando quer ser
a luz que espalha a esperança
até onde a vista alcança
vem a Lisboa
Quando a Europa
quer ver o que é um povo
a fazer um mundo novo
vem a Lisboa
Corre o Tejo até ao mar
com os braços bem abertos
Ao passar vai abraçar
Quem aqui vem desaguar
Com destinos tão incertos
Vai a Europa p’las vielas
à procura do futuro
E o dia que vem delas
chega a todas as janelas
Nunca mais vai nascer escuro



