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LISBOA ganha MOEDAS

Por um voto se ganha, por um voto se perde e Lisboa é um perfeito exemplo disso. Embora nem a um ponto percentual chegue, o certo é que Carlos Moedas, que obteve através da coligação PPD/PSD.CDS-PP.A.MPT.PPM 34,25% dos votos da capital, ganhou a presidência da Câmara Municipal a Fernando Medina, que ficou ligeiramente atrás, com 33,30%.

A CML fica agora dividida entre sete mandatos para a coligação Social-Democrata e outros sete para a coligação socialista, o PCP/PEV fica com as mesmas duas que já tinha das anteriores eleições e o Bloco de Esquerda mantém a única representação.

A ganhar bem, só mesmo a abstenção que passou os 49%.

No que diz respeito às freguesias lisboetas, comecemos então pela ponta mais oriental da cidade, o Parque das Nações, anteriormente uma autarquia local do Partido Socialista, passa agora para as mãos da coligação do PPD/PSD.CDS-PP.A.MPT.PPM, que ganha por pouco mais que um ponto percentual já que obteve 35,84% contra 34,35 dos socialistas. Aqui o PS obteve, em 2017, 38,35% dos votos, nestas autárquicas, ainda que coligado com o Livre, não foi além de 34,35%.

Nos Olivais a Junta mantém-se socialista mas longe da maioria absoluta de 2017, nestas eleições o resultado foi, como se poderá dizer… “poucochinho”… não chegou aos 35% e quase metade dos inscritos não foi votar. Marvila mantém-se igualmente na posse do Partido Socialista mas, ao contrário dos Olivais, subiu ligeiramente, obtendo 48,51% da preferência dos marvilenses, reforçando a confiança em José António Videira. Em Marvila a abstenção destacou-se por uns potentes 59,11%, só superada, em Lisboa, pela registada em Santa Maria Maior… a maior de todas: 60,81% dos fregueses não exerceram o seu direito de voto! Nesta freguesia o Partido Socialista, apesar de ter descido, consegue uma confortável posição de 44,96% e bastante destacada do segundo partido mais votado, liderado pelos sociais-democratas, que apenas consegue 16,41% dos votos.

A freguesia de Santa Clara permanece entregue ao Partido Socialista e reforça ligeiramente a sua posição, já o vizinho Lumiar, outrora socialista, passa para o comando da coligação de direita com 41,34% contra os 27,09% conseguidos pelo PS.

Na Penha de França, apesar do resultado ser consideravelmente diferente de há quatro anos atrás, Sofia Oliveira Dias mantém a presidência da Junta de Freguesia. Também aqui, mais de metade dos inscritos não exerceu o seu direito de voto: 54,80%!

São Vicente mantém-se socialista e com bastante distância da segunda força política mais votada, a coligação do PCP/PEV. O PS obteve aqui 28,65% dos votos, mantendo Natalina Tavares de Moura à frente dos destinos da freguesia.

Com uma descida acentuada e com mais de metade da população a falhar a ida às urnas, os fregueses do Beato, ainda assim, voltaram a escolher o Partido Socialista, agora com 39,54% dos votos, muito distantes da maioria de 50,97% conseguida em 2017.

Na freguesia de Santo António a coligação encabeçada pelo PSD reforça o seu comando subindo consideravelmente em relação às anteriores eleições autárquicas e na freguesia da Misericórdia o Partido Socialista mantém a liderança mas baixa cerca de dez pontos em relação aos resultados anteriores, também aqui a abstenção passou dos 55%.

No Areeiro, a coligação PPD/PSD.CDS-PP.A.MPT.PPM fez jus ao número de partidos coligados (sete) e deu a este conjunto de forças políticas os 42,56% que lhes permite continuar a liderar a junta de freguesia com bastante vantagem sobre os segundos mais votados.

Com uns confortáveis 47,80% ficou a freguesia da Estrela, a rondar o dobro do segundo lugar obtido pelo PS. Aqui, a coligação liderada pelo PSD reforçou a posição que já tinha.

Carnide, a única freguesia comunista na cidade de Lisboa reforçou a sua liderança ao obter 45,53% da votação, subindo ligeiramente e colocando o PS na terceira posição naquela autarquia. Fábio de Sousa permanece na presidência.

Arroios passa também para as mãos dos sociais-democratas com o PS a perder mais de 16 pontos percentuais e a abstenção a ir aos 55,83%. Aqui a coligação PSD obteve 29,02% das preferências da população. Alvalade fica igualmente entregue à coligação de direita, conquistando a freguesia ao PS.

Nas Avenidas Novas os socialistas passam a presidência da Junta de Freguesia para as mãos da coligação PPD/PSD.CDS-PP.A.MPT.PPM que ganhou esse direito por ter atingido 43,02% dos votos contra 26,78 da segunda posição agora ocupada pelo PS.

A freguesia da Ajuda mantém a maioria absoluta, já anteriormente conquistada, assim como a de Alcântara que, apesar de ter perdido alguns votos, consegue 53,65% do apoio da população, ambas PS.

São Domingos de Benfica troca de cores e fica nas mãos da coligação “laranja”. Campolide mantém-se socialista mas baixa consideravelmente já que em 2017 obteve 55,86% dos votos e agora não foi além dos 38,93 pontos percentuais.

Benfica mantém-se com presidência PS, embora baixando ligeiramente o número de votos, assim como Campo de Ourique, também socialista, que obteve nestas eleições 34,26%.

Belém, onde a abstenção foi a menor da cidade (41,69%) chegou aos 46,43% de votos ficando a uma distância bastante confortável dos 24,21 obtidos pelo Partido Socialista.

Lisboa fica assim com 13 freguesias em coligação PS/Livre, 10 em coligação PPD/PSD.CDS-PP.A.MPT.PPM e uma freguesia CDU.

Apesar de, a nível nacional, o Partido Socialista ter perdido algumas das principais câmaras municipais, a verdade é que continua a liderar no número de autarquias a seu cargo.

O país permanece “rosa”.

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