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A Oli já chegou a Santa Apolónia.

Na presença de muitos convidados e jornalistas, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, deu as boas-vindas à Oli, a tuneladora que em 2023 começou a viagem pelo subsolo lisboeta e que chegou agora, no dia 22 de Julho, ao primeiro destino.

Monsanto – Santa Apolónia, está feito! Segue-se Chelas-Beato.

São estas as duas fases que irão completar o Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PDGL), um mega-projecto que protege Lisboa contra as alterações climáticas, dizem os especialistas.

No dia 22 de Julho, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, foi testemunhar a chegada da tuneladora que a 4 de Dezembro de 2023 iniciou a sua viagem a partir de Campolide rumo a Santa Apolónia. Estão assim terminados 4414 metros de túnel. A cerimónia contou também com a presença da Comissária Europeia Jessica Roswall, responsável pelas áreas do Ambiente, Resiliência Hídrica e Economia Circular Competitiva; da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho; de Filipa Roseta, Vereadora das Obras Municipais, e do antigo presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, que, “há 20 anos idealizou e pensou a obra”, salientou Carlos Moedas.

A conclusão da primeira infraestrutura é um marco importante no Plano, o presidente da CML garante que esta obra é “essencial” para o futuro de Lisboa. Pretende-se que proteja a cidade de cheias e inundações associadas a fenómenos extremos de precipitação, cada vez mais frequentes. O Plano Geral de Drenagem de Lisboa consiste na construção de dois “grandes colectores (os túneis) para proceder ao transvase de Bacias de drenagem com excesso de caudais e desta forma desviar a água que provocaria cheias e inundações, nos locais críticos de Lisboa, em picos de chuva.” Os túneis vão receber as águas pluviais provenientes de dois pontos altos da cidade, Monsanto e Chelas, assim como de pontos de acumulação ao longo do seu percurso: Avenida da Liberdade, Rua de Santa Marta e Avenida Almirante Reis, até ao Tejo. O túnel Monsanto – Santa Apolónia tem uma extensão de aproximadamente cinco quilómetros e o de Chelas – Beato percorre o subsolo em 1000 metros. A água retida nas bacias servirá depois para lavagem de ruas ou rega de espaços verdes da cidade.

Considerando que os “transtornos no dia-a-dia, com condicionamentos, ruído e mudanças no trânsito”, os incómodos de hoje “vão traduzir-se em benefícios para a cidade no futuro”, o presidente Carlos Moedas agradeceu aos lisboetas pela paciência e compreensão demonstrados durante todo este tempo em que a cidade alberga diversos estaleiros relacionados com a execução do PDGL.

Lá para Novembro começam as obras do túnel mais pequeno, que descarregará no rio as águas provenientes do alto da zona oriental de Lisboa. Prevê-se que o túnel Chelas-Beato esteja concluído no primeiro semestre de 2026.

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