Cultura
“Ana, Carolina e Adelaide: ainda estamos aqui” no Clube Estefânea

A Sala de Teatro do Clube Estefânia/Escola de Mulheres recebe, de 12 a 15 de Março, o espectáculo “Ana, Carolina e Adelaide: ainda estamos aqui”.
Trata-se de uma peça que retrata as republicanas e activistas pelos direitos das mulheres Ana de Castro Osório, Carolina Beatriz Ângelo e Adelaide Cabette, as suas reivindicações e conquistas no séc. XX, e a relação com questões actuais como o feminicídio, a assimetria de oportunidades laborais e a objetificação das mulheres.
As sessões decorrem nos dias 12, 13 e 14 de Março às 21h e no dia 15 de Março às 17h30, esta última com tradução em língua gestual portuguesa (LGP).
Sinopse
“Ana, Carolina e Adelaide: ainda estamos aqui” retrata as republicanas e activistas pelos direitos das mulheres Ana de Castro Osório, Carolina Beatriz Ângelo e Adelaide Cabete, as suas reivindicações e conquistas no séc. XX, e a relação com questões actuais como o feminicídio, a assimetria de oportunidades laborais e a objetificação das mulheres.
Entre as suas várias ações, Ana de Castro Osório publicou aquele que é considerado o primeiro manifesto feminista português e impulsionou a promulgação da Lei do Divórcio e as Leis da Família. Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher a realizar uma cirurgia e a votar em Portugal. Adelaide Cabete lutou pela alfabetização das mulheres, por melhores cuidados de saúde e higiene para as grávidas e para as crianças. Estas mulheres, através do conhecimento e das suas acções, conquistaram direitos de que ainda hoje usufruímos.
“Ana, Carolina e Adelaide: ainda estamos aqui” pretende divulgar a vida e as obra destas mulheres, reflectir sobre a marginalização delas na História portuguesa e contribuir para originar outros imaginários de feminino nas antigas e nas novas gerações.
Simultaneamente questionar sobre quais os direitos que ainda faltam ser conquistados e sobre as crenças e os interesses instalados há séculos, ainda vigentes na nossa sociedade, que contribuem para a perpetuação de um imaginário que promove um papel de submissão e inferioridade às mulheres, bem como os casos de violência e feminicídios.
Este projecto tem o financiamento da DGARTES e da Fundação GDA.



